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Pensamentos Nómadas

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"Questionáveis" partilhas da AI Porto, por Luís Garcia

 

Questionáveis partilhas da AI Porto.jpg

 

Luís Garcia POLITICA SOCIEDADE  

 

Questionar ou não questionar, eis a questão!

Devemos questionar tudo e todos? Pois sim, é o que sempre faço, como ainda onde disse ao gestor da página da Amnistia Internacional Porto (AI Porto), e como assim convida o slogan do canal russo RT: "question more", questione mais em português. E por isso mesmo, proponho que questionemos a partilha da AI Porto na qual eu publiquei um comentário que teve esta resposta do gesto da página AI Porto:

Luís Garcia, em vez colocar informação questionável na nossa página, contacte por favor a Amnistia Internacional Portugal, pois a sede pode informá-lo melhor quanto aos assuntos em causa.

 

Esta resposta veio em consequência a um comentário meu com hiperligações de artigos deste blog sobre a muito questionável AI Portugal. Leia aqui a publicação da AI Porto, assim como os meus comentários, enquanto o gestor não se lembrar de me bloquear, em sintonia com a política da casa (não se preocupem, se acontecer, poderá sempre ver os printscreens desses comentários no fundo deste artigo).

 

 

A AI Porto questiona as suas publicações?

Constatadamente não, a AI Porto não as questiona. Eu, como sou uma pessoa simpática, farei agora aqui, de forma absolutamente gratuita, o questionamento de uma publicação da AI Porto que deveria ter sido questionada por esta e não por mim. Mas bom, dias não são dias, e estou de mãos largas. Eis aqui o texto integral do artigo do Expresso partilhado na página facebook da AI Portugal:

Um bebé numa mala é só uma das muitas imagens chocantes do êxodo na Síria

Centenas de de homens, mulheres e crianças abandonaram esta semana a massacrada região de Ghouta oriental, aproveitando a criação de um corredor humanitário. Milhares continuam a tentar fugir como podem, à medida que se aproximam as forças governamentais

Ocorredor humanitário criado para a retirada de civis tornou-se a última esperança para as centenas de homens, mulheres e crianças que esta semana abandonaram a massacrada região de Ghouta oriental, nomeadamente a cidade de Hamouria.

Apesar da trégua acordada, as notícias foram dando conta de novos bombardeamentos, numa guerra que já levou ao êxodo de milhares - o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) fala na fuga de mais de 12 mil pessoas, só na última quinta-feira.

A pé, carregam o que conseguem, numa corrida contra o tempo, mas as Nações Unidas estimavam esta semana que perto de 400 mil pessoas continuem encurraladas na região, devido ao cerco do Governo, alertando também para a matança de civis que ocorre noutra área: Afrine. A população que resta começa a ficar sem espaço para fugir, à medida que se aproximam as forças governamentais.

Já este sábado, o regime sírio anunciou ter recuperado aos rebeldes duas localidades em Ghouta oriental, enclave dos insurgentes nos arredores de Damasco, indicou uma ONG.

Com o apoio do aliado russo, foram recuperadas as localidades de Kfar Batna e Saqba, numa zona controlada pelo grupo islamita Faylaq al-Rahmane, segundo o OSDH.

Em sete anos de guerra civil, o balanço fala por si: cerca de 12 milhões de sírios foram forçados a deixar as suas casas e estima-se que mais de 400 mil pessoas tenham morrido.

Mafalda Ganhão, Expresso, 17.03.2018

 

Algumas das 10 fotografias desse artigo e respectivas análises aparecerão mais abaixo junto ao meu questionamento. Se quiser vê-las todas, abra o artigo do Expresso aqui: Fotogaleria: Um bebé numa mala é só uma das muitas imagens chocantes do êxodo na Síria.

 

Questionamento meu ao artigo do Expresso 

Título - Chocante uma imagem de uma criança dentro de uma mala? Ora essa, chocante é ver uma criança ser decapitada na Síria por membros de "rebeldes libertadores" do Grupo al-Zinki. E chocante é ver que nunca nenhum media ocidental como o Expresso ou organização "humanitária" como a AI tenha noticiado esse horrível crime. E chocante é ver que a AI Portugal continua, através das suas publicações em páginas facebook e no seu site oficial, apoiando a associação de grupos terroristas chamada FSA (Exército de Libertação Sírio) da qual o Grupo al-Zinki faz parte:

 

 

E lembra-se daquela também famosa foto de uma criança, não numa mala, mas numas cadeiras laranjas? Escrevi neste site um artigo (Tadinho do puto da cadeira laranja) com irrefutáveis provas de que o autor da famosa foto, o senhor Mahmoud Raslan membro dos White Helmets, conhece pessoalmente os autores da decapitação do vídeo acima. E neste artigo (White Helmets, humanistas ou terroristas? Parte 2 ), pode constatar o carácter terrorista da organização White Helmets da qual Mahmoud Raslan faz parte e que a AI Portugal constantemente usa como fonte de (des)informação terrorista sobre a Síria (Pedro Neto não diz a verdade quando afirma que a AI "não usa conteúdo dos White Helmets"). Ahhh, se houve organização que não se cansou de partilhar essa foto do puto laranja, foi precisamente a AI, que questionável comportamento!

 

FAKE NEWS - tadinho do puto da cadeira laranja, por Luís Garcia

 

Lide - "Centenas"? O artigo data do dia 17 de Março quando já tinham saído dezenas de milhares de civis de Guta. Mesmo no próprio artigo do Expresso é dito que haveriam saído 12.000 civis na quinta-feira dia 15 de Março, dia da de abertura do corredor humanitário de Hammuriyah. E o lide deste artigo fala de centenas? E a AI Porto não questiona esta brincadeira antes de a partilhar?

 

"Aproveitando a criação de um corredor humanitário". Sim, sim claro. Mas, e o corredor, veio de onde? Caiu do céu? Criou-se por geração espontânea? Que raio de jornalista é esta que não indica os autores das negociações que resultaram na criação do corredor humanitário de Hammuriyah? Não apetece dizer, pois os autores foram o governo sírio e o centro russo de reconciliação! E a AI Porto partilha trabalho de tão questionável jornalista?

 

"Milhares continuam a tentar fugir como podem, à medida que se aproximam as forças governamentais"! Ah, era aqui que queria chegar, à maquiavélica manipulação jornalística que, sem mentir por completo, induz propositadamente o leitor a concluir algo absolutamente errado. Li e ouvi isto dezenas de vezes nos media portugueses blue pill  (entrada Wikipedia para Red pill and blue pill) omnipresentes nos países ocidentais supostamente "livres", e que repetem orwelliana e ovelhescamente as mesmas não-verdades:

 

 

Malta inocente e/ou desatenta concluirá, naturalmente, que os civis terão fugido das tais forças governamentais que se aproximavam, certo? Pois, que vergonhoso e manipulador jornalismo. Esses milhares (espera, centenas ou milhares cara Mafalda Ganhão?) fugiam dos "rebeldes" terroristas comprovadamente apoiados pela AI. Saem com o apoio, ajuda médica, comida, água e segurança física fornecida, precisamente, pelas forças governamentais! E celebram com o exército a sua libertação do terrorismo apoiado pela AI! E beijam pés de soldados do Exército Árabe Sírio em sinal de reconhecimento! E dançam e cantam juntos...

 

 

Enfim, foi precisamente no intuito de denunciar e desmascarar esta vergonhosa propaganda anti-Síria em torno de Guta que partilhei estas 3 red pills:

 

Mas se não quiser tomar estas 3 red pills, basta que analise com cuidado as próprias imagens contidas no artigo do Expresso. Se, supostamente, e negando de forma teimosa a comprovada realidade filmada em directo por várias media não submissos ao Império da Guerra (aka EUA), os civis sírios de Guta fugiam dos soldados sírios como o artigo do expresso de forma maquiavélica faz subentender, então, consequentemente, como se explicam estas fotos contidas dentro do mesmíssimo artigo do Expresso?

 

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Como assim, civis fugindo das forças do "regime" de Assad empunhando bandeiras do "regime" e fotografias do chefe do "regime"? Com soldados do "regime" assegurando a passagem tranquila desses civis, de zonas de Guta controladas por terroristas, para o campo de Wafedin (Foto-vídeo-diário de Guta, por Vanessa Beele) controlado pelo "regime"!?! Ora essa!

 

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E "sanguinários" soldados do "regime" ajudando os civis de Guta que supostamente fogem dos soldados do "regime"!?! Ora essa!

 

mw-1280 (2).jpg

 

E "sanguinários" soldados do "regime" oferecendo águia a civis de Guta que supostamente fogem dos soldados do "regime"!?! Ora essa!

 

mw-1280 (3).jpg

 

E os pobres coitados civis que "fogem" dos "bombardeamentos das forças do regime" deslocam-se até corredores humanitários controlados por soldados do "regime" decorados com bandeiras do "regime" e fotografias do "sanguinário" chefe do "regime" sírio!?! Ora essa! Está a escapar-me algo, ou a questionável AI Porto não questiona estas flagrantes incoerências antes de as partilhar? E o criador de questionáveis artigos sou eu (como dizia a AI Porto)? Deixem-me rir... de humanista e coerente desespero mediático!

 

1º parágrafo - "Corredor humanitário criado para a retirada de civis tornou-se a última esperança para as centenas de homens, mulheres e crianças". Sim, corredor humanitário, certo, mas um corredor que não caiu do céu! Foi criado pelo governo sírio e pelo centro russo de reconciliação? Desde quando jornalistas não noticiam factos como este? Desde que se prostituíram, pois claro. 

 

"Abandonaram a massacrada região de Ghouta oriental, nomeadamente a cidade de Hamouria". Só? Ora essa, então e Misraba? E Mudayrah? E Bayt Siwa? E al-Shaffoniya? E al-Ghutah? Etc! Então foram todas estas libertadas e evacuadas nos dias anteriores a este artigo e, Mafalda Ganhão, jornalista profissional de um jornal nacional, só me sabe dizer um nome, Hammuriyah? Que chatice! E a AI Porto não questiona esta falta de profissionalismo jornalístico, antes de o partilhar? Para não me acusarem de parcialidade, mostro aqui um mapa interactivo do dia 17 de Março de um site abertamente anti-russo e anti-sírio mas que, felizmente, indica com exactidão as cidades e vilas de Guta já libertadas no dia em que foi publicado este artigo: 

 

2º parágrafo - "As notícias foram dando conta de novos bombardeamentos, numa guerra que já levou ao êxodo de milhares". Por que razão esta jornalista do Expresso, de forma enganosa, mistura 2 factos distintos (ou mais) numa única frase? Sim, os ataques de terroristas de morteiros dos "rebeldes" idolatrados pela AI continuaram caindo sobre os civis da restante Damasco. Problema é que a AI nunca neste 5 anos de ocupação terrorista de Guta jamais noticiou ou recriminou esses "rebeldes" terroristas por matarem e ferirem milhares de civis de Damasco (ler: A RTP, SIC, TVI, CMTV e companhia são apoiantes do terrorismo na Síria!) E sim, as forças aéreas sírias e russas retomaram os bombardeamentos em Guta, mas NÃO sobre os civis saindo pelos corredores aéreos! Irra! Até porque, se o fizessem, estariam a bombardear soldados do Exército Árabe Sírio PRESENTE ÀS CENTENAS nesses mesmíssimos corredores! Irra, um pouco de honestidade ficava-vos bem! E de lógica, já agora! Sim a guerra levou ao êxodo de milhares, mas para onde? A maioria dos refugiados sírios, cerca de 7 milhões, são refugiados internos que fugiram dos "rebeldes" terroristas, idolatrados pela AI, para a segurança, abrigo, cuidados médicos e cuidados alimentares garantidos pelo "regime" em Damasco, Tartus e Lataquia, apesar do ilegal e genocida embargo da UE não noticiado pelo Expresso nem humanamente criticado pela AI Portugal. Enfim.

 

"Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) ". Já disse um cento de vezes aqui, mas repito, que esta farsa de OSDH não observa nada pois tem tantos observadores na Síria quanto a AI: ZERO! E não é sírio pois foi fundado e é financiado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido. Mais, é gerido por um não-sírio e tem sede em Coventry, Reino Unido! E de direitos humanos não tem nada, pois profere propaganda apologética de organizações terroristas cujos membros comprovadamente decapitaram civis e executaram soldados sírios (ler: Syria: the human rights industry in 'humanitarian war', Tim Anderson)! Com tantos media presentes na Síria, como a Ruptly que transmitiu 6 horas de directo no dia 15 de Março a partir de Guta (mostrando o contrário daquilo que diz esta jornalista do Expresso), para quê insistir em citar pseudo e auto-denominados observadores que não observam coisa nenhuma em lado nenhum? Quer, caro gestor da página da AI Porto, algo mais "questionável" que isto?

 

 

3º parágrafo - "Nações Unidas estimavam esta semana que perto de 400 mil pessoas continuem encurraladas na região, devido ao cerco do Governo"? Como assim? Passadas mais de 3 semanas desde a publicação deste infame artigo do Expresso, a realidade factual não encaixa de todo nesta mentira. De acordo com a ONU, saíram 75.000 civis de Guta. De acordo com o governo sírio, saíram 135.000 (ler: Zakharova: Operation to eliminate terrorism in Eastern Ghouta nearing its end). Falta libertar apenas uma cidade, Douma, onde se encontrarão no máximo 30.000 civis. De onde vem esse número de 400.000? Alguém na AI Porto pode me explicar este questionável número? E se não pode, pode me explicar por que razão a AI Porto partilhou este muitíssimo questionável artigo?

 

E depois, a sério, encurraladas devido ao cerco do governo? Como assim? O governo sírio cerca Guta e exige a rendição de organizações terroristas internacionais financiadas e armadas pela Arábia Saudita e por membros da NATO. Felizmente, quase todos os grupos já se renderam. Falta apenas a rendição do Jaish al-Islam, o mais brutal e bárbaro grupo terrorista presente na Síria. Estes, e todos os outros que já se renderam, mantinham reféns milhares de civis, e inclusive mataram a tiro vários manifestantes civis (em Hammuriyah, Sabka e Kafr Batna) que exigiam sair de Guta rumo à segurança oferecida pelo governo (ler: Amnistia Internacional Portugal, mentirosa e incondicional apoiante do terrorismo ocidental (1/3)). Pior, cerca de 5.000 civis de Douma encontram-se ainda presos nas 2 "prisões do arrependimento" do Jaish al-Islam em Douma, prisão para civis que recusam apoiar esta extrema organização terrorista internacional (incluindo mulheres e crianças), como indica Vanessa Beeley no seu artigo: Síria: Jaish al-Islam volta a atacar Damasco a partir de Douma, por Vanessa Beeley, e que neste momento se encontra precisamente em Guta! E a culpa, de acordo com Mafalda Ganhão, é do cerco do exército sírio? E a AI Porto partilha estas "questionáveis" mentiras? E por onde anda o humanismo das gentes da AI quando civis são mortos a tiro em Hammuriyah por protestarem em favor do foverno sírio? E por onde anda o humanismo das gentes da AI quando civis são executados em prisões dos "rebeldes" terroristas do Jaish al-Islam em Douma? Que vergonha!

 

"A população que resta começa a ficar sem espaço para fugir, à medida que se aproximam as forças governamentais." Outra vez? Mas a população já saiu praticamente toda, com ajuda e escolta das forças governamentais! E está a ser alojada pelo governo sírio e assistida pelo Crescente Vermelho Árabe Sírio! As forças governamentais aproximam-se (aliás, aproximaram-se pois já é passado) e ajudaram a libertar esses 135.000 civis sírios! Tanta descarada mentira facilmente desmontável:

 

Hundreds of Ghouta families received at al-Harjalah temporary housing center

 

 

 

4º parágrafo - "Já este sábado, o regime sírio anunciou ter recuperado aos rebeldes duas localidades em Ghouta oriental, enclave dos insurgentes nos arredores de Damasco, indicou uma ONG." Duas? Sinceramente! Não me vou repetir, já partilhei acima o mapa interactivo de dia 17 de Março, assim como uma longa (mas não exaustiva) lista de cidades e vilas já recuperadas à data. E a AI Porto, não questiona estes comprovados disparates?

 

5º parágrafo - "Com o apoio do aliado russo, foram recuperadas as localidades de Kfar Batna e Saqba". Ora bolas, acabo de ler duas e, agora, somando Hammuriyah a Kafr Batna (e não Kfar Batna, como foi escrito no artigo do "questionável" Expresso), já conto 3! Em que ficamos!?! Pior, como já indiquei acima, à data, o número era bem maior que 3!

 

"Numa zona controlada pelo grupo islamita Faylaq al-Rahmane". Ah sim? Agora é que esta jornalista do Expresso e a AI Porto (que questionavelmente partilhou esta trapalhice sem pés nem cabeça) se enterraram de vez! Uí, nem sei por onde começar! Faylaq al-Rahmane? Será que esta senhora tem a noção da VERDADE que inseriu no seu artigo? Sim, sim, o grupo terrorista Faylaq al-Rahmane encontrava-se no terreno. Islamita? Ok, se gostarem do termo. O problema não está aí. O problema é que esta organização, islamita ou não, e como estou farto de dizer em artigos deste site, faz parte de um conjunto de organizações terroristas internacionais que lutam juntas sob a bandeira das FSA (Exército de Libertação Sírio) que a AI apelida de "rebeldes libertadores"! E agora? Primeiro, sim, são islamitas terroristas como sempre disse eu, e não "rebeldes" lutando pela democracia como sempre disse a AI Portugal. Segundo, sim de acordo com a própria FSA (constantemente apoiada e citada pela AI nos seus artigos das suas páginas oficiais), o grupo terrorista Faylaq al-Rahmane faz parte das FSA. E agora, em que ficamos cara AI Porto? Brincamos com coisas sérias?

 

A Setembro de 2017 as FSA comunicaram a sua própria lista de organizações (terroristas) pertencentes à assim chamada FSA. Quer vê-la? Ei-la:

 

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Veja lá se não encontra na lista acima o nome Rahman Corps, versão inglesa de Faylaq al-Rahmane? Sim, e então? Então AI Porto, por que questionável razão se decidiram por partilhar um artigo do Expresso que chama "islamita" (terrorista) a uma organização pertencente às FSA que, segundo a AI, é uma organização de "rebeldes moderados" pró-democracia? Hein? Para os mais curiosos, fica aqui um artigo que escrevi na altura sobre o tema, com um título claramente irónico: Afinal sempre vai haver Exército de Libertação Sírio, por Luís Garcia.

 

Entrada da Wikipédia sobre o grupo Faylaq al-Rahmane: https://en.wikipedia.org/wiki/Al-Rahman_Legion 

 

Ainda para os mais curiosos, partilhei acima  uma página da Wikipédia (imagine, até a Wikipédia deixa passar isto!) na qual é textualmente dito que esta organização terrorista não só faz parte das FSA, como, espantoso (não para mim,  mas enfim), é aliada de:

  • Tahrir al-Sham, ou Frente al-Nusra, os nomes pela qual é eufemisticamente conhecida a al-Qaeda na Síria
  • Jaysh al-Islam, o mais bárbaro, extremista e sanguinário grupo terrorista presente na Síria.
  • Ahrar al-Sham, outro bem conhecido grupo extremista. "Extremistas" aliados de "moderados", como assim AI Porto?

 

Ah, claro, e também é dito, correctamente, que o grupo Faylaq al-Rahmane faz parte do "moderado", "libertador" e muito querido FSA apoiado pela AI. Mmmmm, e agora, em que ficamos AI Porto? A AI apoia o terrorismo ou apoia as vítimas do terrorismo na Síria? É que foram apanhados em irremediáveis contradições!

 

Para os mais cépticos, sim, a AI apoia essas super questionáveis FSA. É enorme a quantidade de artigos da AI nos quais se podem ver bandeiras das FSA, acompanhadas de textos apoiando as FSA. Não, não tenho pena, provas de que a AI apoia as FSA e de que as FSA são uma associação de dezenas de grupos comprovadamente terroristas, é coisa que não falta. Depois é só fazer as contas. Se não tiver o caro leitor infectado de pós-moderno relativismo, 1+1 sempre lhe resultará em 2! Não, não tenho pena! Não. Como convicto humanista pacífico, não tenho pena mas si nojo da Amnistia Internacional, vezes sem conta apanhada apoiando terrorismo, terrorismo de estado, invasões da NATO, criminosos embargos e sanções, ilegais chantagens de países poderosos contra países indefesos, e por aí fora. Não, não, malta da AI não me dá lições de moral! 

 

Quer um exemplo concreto? Ok, mas depois faça o trabalho de casa, vasculhando os vários sites da AI, como eu faço:

AmnestySyria.jpg 

Questionemos o comentário da AI Porto

Questione agora, caro leitor, o próprio comentário do gestor da página AI Porto, não sei antes ler os inevitáveis printscreens desse comentário e dos meus consequentes comentários. Bom, enquanto não forem apagados, os comentários podem ser lidos aqui: 

 

Assim que forem apagados e a minha pessoa bloqueada, como por norma acontece em páginas da AI Portugal, ainda as poderá ler graças a estes printscreens:

 

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2018-04-08 20-46-58 Screenshot.png

 

Leu tudo? Ok, recapitulemos os 2 comentários essenciais. No primeiro, o gestor da página de facebook da AI Porto, visivelmente desagradado com o meu comentário ao artigo do Expresso partilhado pela AI Porto na sua página, disse que:

Luís Garcia, em vez colocar informação questionável na nossa página, contacte por favor a Amnistia Internacional Portugal, pois a sede pode informá-lo melhor quanto aos assuntos em causa.

 

No meu último comentário, respondi-lhe assim:

 Para acabar, a parte MAIS QUESTIONÁVEL do seu comportamento:
1 - se acha que é questionável o meu artigo, é por que o LEU.
2 - se me manda contactar a Amnistia Internacional Portugal, então é porque NÃO LEU o meu artigo, visto que a quase totalidade do artigo é sobre, precisamente, as minhas anteriores trocas de emails com o director da AI Portugal!
3 - em que ficamos?

 

Desacreditar a Amnistia Internacional Portugal e suas filiais é por demais fácil! Pior, estas desacreditam-se a si próprias!

 

Luís Garcia, 08.04.2018, Ribamar, Portugal

 

 

 

 
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