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O quão a Amnistia Internacional adora o terrorismo na Síria (1/3), por Luís Garcia

Parte 1

O quão a Amnistia internacional adora o terrorismo na Síria

 

Luís Garcia POLITICA SOCIEDADE  

 

Quanto é que adora? Como é que se mede? Questão difícil? Não, não é. A medição é fácil e baseia-se em factores muito simples:

1 - Quantas vezes a AI mentiu de forma a favorecer a imagem de organizações terroristas na Síria.

2 - Quantas vezes a AI mentiu de forma a descredibilizar o governo sírio (vítima desses terroristas) e seus aliados, quando são estes que protegem e alimentam a esmagadora maioria de civis e refugiados civis sírios.

3 - Quantas vezes a AI omitiu crimes contra a humanidade dos EUA, Reino Unido, França e Israel na Síria.

4 - Quantas a AI noticiou e condenou actos terroristas e desumanos perpetrados por aquilo a que a AI chama de "rebeldes" e que no entanto fazem parte de organizações terroristas claramente identificadas.

5 - Quantas vezes a AI censurou e omitiu verdades positivas sobre o governo sírio e aliados, e quantas vezes omitiu o apoio da quase totalidade do povo sírio ao seu governo e às suas forças armadas.

 

Este artigo em 3 partes foca-se apenas nos 2 últimos pontos (pois os restantes já foram analisados neste blog, a propósito do amor pelo terrorismo sírio também demonstrado pelos media portugueses) e, para não ser demasiado extenso, tem como janela de tempo as últimas semanas de reconquista e libertação de Guta. E é importante analisar este período de libertação de Guta pensando na Amnistia Internacional pois esta, precisamente esta, tem, de forma incessante, vindo a dizer o contrário do que lá se passa, ignorando crimes horríveis que lá têm ocorrido às mãos de mercenários terroristas que a AI chama de "rebeldes", a qual, em vez de exaltar a libertação de milhares de civis deste pesadelo, não, pelo contrário, exige absurdos "cessar-fogos" ou até mesmo o resgate de terroristas que lá se encontram! Eu não invento nada, está tudo escrito nos sites e páginas facebook da AI.

 

O senhor Pedro Neto, director da AI Portugal, disse-me por email que tínhamos algo em comum, eu e ele: o facto de ambos querermos a paz. Discordo veementemente. Eu quero a paz na Síria, mas não pode haver paz na Síria se parte da sua capital permanecer ocupada pela al-Qaeda, Jaish al-Islam, Ahrar al-Sham, ISIS e outras organizações terroristas, e enquanto a restante parte da capital for vítima de atentados terroristas perpetrados por estes mesmos grupos terroristas. Ou seja, ao contrário de mim, o senhor Pedro Neto e a AI Portugal querem a guerra e não a paz, coisa que fica mesmo muito mal numa organização dita "humanitária". Apelando a cessar-fogos eternos e ao apoiar a permanência desses grupos terroristas nos arredores de Damasco (Guta), apela-se à guerra perpétua! Não dá caro Pedro Neto, não dá, irra, haja um mínimo de decência e de  coerência! 

 

Mas não, a AI, no que diz respeito à Síria (e muitos outros casos), é um poço sem fim de incoerências, mentiras e manipulações propositadamente enganadoras. O que mete nojo ler estatísticas e dados manipulados de forma escandalosa pela AI, no intuito de fazer passar a mensagem da propaganda imperial bélica dos EUA. Um escandaloso exemplo dos últimos dias tem sido o da Venezuela. Como mente a AI sobre a Venezuela! Mas enfim, não é esse o tema deste artigo.

 

Dentro do tema Síria, e abrindo uma excepção para falar do 3º tópico da lista acima, por que raio a "humanitária" AI Portugal não publicou nada criticando os ilegais e criminosos ataques aéreos dos EUA contra as forças sírias e seus aliados, nos últimos dias, causando mortes de mortes de civis e apoiando na prática o que resta do ISIS junto ao rio Eufrates? Hein, nada, nadinha? Nem fazem ideia do que estou para aqui a dizer, pois não? Olhemos primeiro o mapa, então:

ISIS junto ao Eufrates

 

os EUA, depois de ilegalmente terem ocupado parte da síria (amarelo) focando-se nas zonas com poços de petróleo, decidiram que sírios não têm direito de passar a norte do rio Eufrates, pese embora ambos os lados do rio pertençam à Síria e não aos criminosos ocupantes norte-americanos. Ainda assim, do lado norte do rio, os EUA controlam os poços de petróleo mas não acabam de vez com o que sobra do ISIS a norte do rio. As forças sírias já acabaram com o ISIS na margem sul. Pelo contrário, os EUA não só não permitem à Síria reconquistar ao ISIS esse território a norte do Eufrates como, para cúmulo da ingerência terrorista, bombardeiam de forma sistemática as forças sírias junto ao rio de forma a convencerem sírios e seus aliados a NÃO atacar o que sobra de ISIS. Ou seja, os EUA, de forma grotesca, serve pela enésima vez na Síria como "força aérea" do ISIS. E mata militar sírios e civis sírios nesse processo, como aconteceu na semana passada em Abu Kamal, ou há 3 dias em al-Shayir, ou ontem em al-Ashrah (vilas e cidades na margem sul do Eufrates). E a Amnistia Internacional, o que tem a dizer sobre tudo isto? Nada, nadinha, pois a AI não pode cuspir na mão gringa que a sustém com milhões dólares. Pelo contrário, a AI fielmente regurgita o que lhe impõe o sugar daddy gringo!

 

Obscurantismo dogmático da AI versus honestidade e verificação de factos

Como já disse encima, apenas vou apresentar factos do 4º e 5º tipo referentes às últimas semanas e longe de representarem uma recolha exaustiva. É infinito o poder do lápis azul da AI e similares organizações "humanitárias pró-barbárie. Tanto há a dizer para combater a máquina de mentiras ocidentais da qual a AI faz parte.

 

Há dias um membro da Amnistia Internacional Peniche disse-me que eu não tenho direito de falar sobre a Síria pois não estou na Síria. Ora, a Amnistia Internacional tem ZERO funcionários seus na Síria e, portanto, deveria estar calada, certo? Ah não, apesar de ZERO funcionários seus na Síria, a AI ousa falar da Síria baseando-se exclusivamente em:

- copy-pastes de propaganda dos nossos media mainstream

- Observatório Sírio dos Direitos Humanos, um órgão de propaganda britânico que não observa coisíssima nenhuma (zero funcionários na Síria), que não é de todo sírio visto resumir-se a um grupo de não sírios imaginando coisas num escritório em Coventry, e não tem tanto a ver com direitos humanos como a AI: zero, nada, nadinha! 

- White Helmets, uma organização terrorista apanhada vezes sem conta cometendo actos terroristas, atrocidades indescritíveis e encenações de ataques/feridos/mortos. Sobre o tema White Helmets leia neste site:

Luís Garcia

Eva Bartlett

Vanessa Beeley

 

Eu, tal como a totalidade da AI, não estou na Síria. Mas eu, ao contrário da AI, cito fontes que comprovadamente se encontram na Síria e que transmitem vezes sem conta em directo e assegurando-se de que mostram marcos geográficos inconfundíveis que provam estar onde dizem estar. É esta a diferença de método entre mim e a AI. A AI recebe milhões para papaguear mentiras do Império da Guerra (aka EUA) sobre Síria, Coreia do Norte, Venezuela ou Rússia. Eu, recebendo nada pelo que faço, cito fontes que estão no local e que compreendem os conceitos de raciocínio lógico, demonstração de prova, sequência de eventos, etc!

 

Omissões da AI que provam a sua desumana má fé

 

Estão a ver o que diz a AI sobre os bombardeamentos das forças aéreas da Síria e da Rússia contra as organizações terroristas que impõe o terror na Síria?

Stop the bombing of people in Eastern Ghouta Syria

(o artigo da AI: Stop the bombing of people in Eastern Ghouta Syria)

 

Detalhe interessante, a imagem que serve de capa ao artigo da AI pertence à Anadolu Agency, um órgão de propaganda da Turquia, um dos principais países responsáveis pelos 8 anos de guerra na Síria e que neste momento ocupa ilegamente uma grande percentagem do território do norte da Síria e que massacra centenas de curdos (tão amados pelas organizações "humanitárias" ocidentais"). Mas enfim, não é este o tema do artigo. O tema é a libertação de Guta.

 

A AI mente neste artigo quando fala em ataques diários, mortes por bombardeamentos e bloqueio a ajuda humanitária. Objectivamente mente. E é para desmontar estas mentiras que começo então a enumerar factos e conteúdo que analisam e provam que a realidade em Damasco e em Guta é diametralmente oposta àquela proposta pela propaganda da AI:

 

19 de Fevereiro - CrossTalk Bullhorns: 13 Russians (extended version):

 

 

23 de Fevereiro - Tom Duggan, jornalista que vive há anos em Damasco,  critica as omissões e as mentiras da UNICEF:

 

 

25 de Fevereiro - Tom Duggan denuncia a propaganda dos governos e media ocidentais contra o governo sírio no momento em que Guta é por fim libertada do terror também patrocinado pelo ocidente:

 

 

26 de Fevereiro - CrossTalk Bullhorns: Go Rogue (extended version):

 

 

1 de Março - vídeo de Pierre le Corf sobre os acontecimentos em Guta, em tudo similares aos da libertação de Aleppo a Dezembro de 2016:

 

 

3 de Março - Forças Armadas Sírias recolhem duas crianças (Fatimah e Hamzah) que conseguiram fugir do campo de Wafideen controlado pelos "rebeldes" terroristas. Os país foram mortos por esses "rebeldes" terroristas quando tentavam escapar.

 

 

4 de Março - entrevista de Mohamed AliFatimah e Hamzah que fugiram de Wafideen (Guta) e foram recolhidos pelas forças armadas sírias. 

 

 

Comparação entre o resgate destas crianças sírias de Guta pelo exército sírio, e o assassínio de uma criança síria vítima de um atentado terrorista dos "rebeldes" de Ghouta contra Damasco 2 dias antes:

 

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6 de Março - Civis sírios protestando dentro de Guta em favor da chegada das forças armadas da Síria e contra os "rebeldes" terroristas que ocupam as suas localidades. Para que não hajam dúvidas, ondeiam a bandeira oficial síria e não a bandeira das FSA (bandeira colonial francesa). Este protesto teve como objectivo sabotar uma encenação de um falso ataque químico em Hammuriah por parte dos White Helmets:

 

 

 

7 de Março - 272 projécteis lançados pelos "rebeldes" terroristas de Guta sobre Damasco só nos últimos 10 dias:

7 de Março - Protestos pró-governo em várias localidades de Guta (Hammouriah, Kafr Batna):

 

 

 

 

 

8 de Março - 300 famílias de civis sírios (assim como jornalistas internacionais) bombardeados pelos "rebeldes" terroristas de Guta, quando tentavam sair de Guta, entre outros factos:

 

 

9 de Março - Protestos pró-governo sírio (atente-se nas bandeiras sírias empunhadas pelos manifestantes) realizado por civis de Guta (nas localidades de Hammouriah e Kafr Batna), exigindo o direito a sair desta zona controlada por terroristas ("rebeldes" na nomenclatura da AI):

 

 

Manifestações em favor do governo sírio de Bashar al-Assad também na recentemente libertada vila de Al-Ghizlaniyah:

 

 

11 de Março - Protestos pró-governo sírio em Kafr Batna (Guta):

 

 

12 de Março - Protestos pró-governo sírio em Hazza (Guta):

 

 

12 de Março -  "Rebeldes" terroristas disparam sobre civis de Kafr Batna (Guta) protestando em favor do governo sírio, provocando feridos e mortos civis. A Amnistia Internacional deverá ter festejado, por certo, este crime contra a humanidade perpetrado pelos seus adorados "rebeldes" terroristas de Guta contra civis de Guta! Parabéns AI, parabéns! Mééééé!

 

 

CONTINUA

 

Luís Garcia, 30.03.2018, Ribamar, Portugal

Leia a 2ª parte aqui

Leia a 3ª parte aqui

 

 

 
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