Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Pensamentos Nómadas

Nomadic Thoughts - Pensées Nomades - Кочевые Мысли - الأفكار البدوية - 游牧理念

Pensamentos Nómadas

Nomadic Thoughts - Pensées Nomades - Кочевые Мысли - الأفكار البدوية - 游牧理念

USA TERROR - Gladio, os exércitos secretos da NATO, por Luís Garcia

 

 

USA Terror 04 - Gladio, os exércitos secretos da NATO

  

Luís Garcia  POLITICA  US TERROR

Operações Gladio soam a nada, certo? Não espanta. No entanto muito há a dizer sobre os exércitos secretos da NATO na Europa, adormecidos em completo secretismo prontos para actuar quando necessário. E necessário significa remover governos que se recusem a seguir as ordens políticas, militares e económicas dos EUA, sim, dos EUA, para variar.

 

Não me vou estender muito sobre o assunto, até porque não sou nem de perto nem de longo um perito na matéria, apenas uma pessoa que, por se interessar imenso sobre o assunto, já leu muito sobre ele. A ideia por detrás deste "artigo" é a de partilhar muito do que já foi efectivamente dito e escrito sobre as "Gladio", ou "Stay Behind", como também são conhecidas. Ainda assim, falemos por alto de alguns exemplos antes de passar para os documentários, artigos e livro sobre o assunto.

 

Já ouviu por certo falar do Massacre de Bolonha, o atentado terrorista na Estação Central em Bolonha, em 1980, atribuído às Brigadas Vermelhas, não? O que nunca ouviu foi uma explicação lógica para o terror aparentemente gratuito de uma organização de esquerda que não era suposto atacar civis de forma aleatória. Aliás, o contrário seria de supor. Felizmente hoje sabemos, graças a documentos secretos desclassificados e às investigações feitas em torno delas, que esse gratuito terror foi organizado pela Gladio italiana, com o motivo de descredibilizar as forças de esquerda italianas críticas da influência hegemónica dos EUA sobre a política italiana (e europeia).  

 

Ou, nunca se perguntou como nos anos sessenta, apesar de terem ganho eleições, os comunistas franceses nunca chegaram a governar a França? Ou, por que razão, nos primórdios da democracia portuguesa pós 25 de Abril, os governos provisórios, dos quais faziam parte ministros comunistas, eram tão provisórios? Ou por que razão ocorreram, durante a guerra fria, estranhos e inexplicáveis (na altura) atentados terroristas aparentemente saídos do nada e sem motivação absolutamente nenhuma (religiosa, política, etc) em países da Europa Ocidental como a Alemanha ou a Bélgica? Ou, por que meios as ditaduras militares gregas (apoiadas pelos EUA) chegaram ao poder num país cuja população (na altura) apoiava maioritariamente partidos socialistas e/ou comunistas? Ou, mais obscuro e longínquo (para portugueses e brasileiros), como e porquê começaram a acontecer na Turquia atentados terroristas (supostamente realizados por curdos), seguidos do aparecimento de movimentos defendendo a independência do Curdistão turco? Este último é ainda hoje um tema muito complexo mas, pessoalmente, acredito que o "independentismo curdo" foi criado pelos governos turcos da altura porque estes precisavam do terrorismo "curdo" como meio que lhes permitisse defender politica e mediaticamente a bárbara opressão contra as populações curdas cujo objectivo final parece ter sido mais uma limpeza étnica na Turquia. Enfim, não me vou prolongar. Só recordar que a versão turca das Gladio, os Grey Wolf, continuam activos e fazem parte dos "rebeldes moderados" terroristas na Síria, onde são conhecidos por Brigadas Turcomanas Sírias...

 

A partir das fugas de informação, confissões e documentos desclassificados dos anos 90, um pouco da verdade sobre os Gladio começou a chegar à superfície, tendo como consequência um enorme escândalo político em Itália, muito abafado na Europa. O escândalo teve como sequências demissões, mortes misteriosas e por fim o reconhecimento político da existência efectiva dos Exércitos Secretos da NATO, assim como a "garantia" de terem sido todos desmantelados nos anos 90. Nunca ouviu falar de nada remotamente relacionado com este tema? Acredito que não, e não é por acaso. Mas acredito, isso sim, que, ao contrário do que nos garantiram vários políticos europeus na altura (anos 90), esses exércitos secretos (Gladio) não foram desmantelados, pois claro que não! O desmantelamento oficial foi um acto típico de podridão política. Se quisessem, os políticos envolvidos, desmantelar deveras as Gladio, teriam-no feito por iniciativa própria, e não em consequência do escândalo que se seguiu à descoberta mediática daqueles. 

 

Provas não tenho mas, depois de bem estudado este tema, e comparando com o que se passou no EuroMaidan, acredito que não só as Gladio continuam activas na Ucrânia como foi óbvia a sua participação no golpe de estado de 2014 nesse país, por ordem dos EUA. Apesar de não constituir prova nenhuma aquilo que vou dizer, convido o leitor a investigar o tema Gladio e de seguida rever o que se passou na Ucrânia entre Outubro de 2013 e o verão de 2014. A história repete-se vezes em conta! 

 

E chega. Deixo-o, em primeiro lugar, com o livro do investigador e historiador suíço Daniele Ganser, mas convido-o a assistir também aos documentários abaixo e a ler alguns dos artigos sugeridos no fim deste artigo!

 

Boas investigações! 

 

Capítulos do livro de Daniel Ganser em português

 

 

Capítulos do livro de Daniel Ganser em espanhol

I - Cuando el juez Felice Casson reveló la existencia de Gladio…

II - Cuando se descubrió el Gladio en los Estados europeos…

III - Gladio: Por qué la OTAN, la CIA y el MI6 siguen negando

IV - Las cloacas de Su Majestad

V - La guerra secreta, principal actividad de la política exterior de Washington

VI - La guerra secreta en Italia

VII - La guerra secreta en Francia

VIII - La guerra secreta en España

IX - La guerra secreta en Portugal

X - La guerra secreta en Bélgica

XI - La guerra secreta en los Países Bajos

XII - La guerra secreta en Luxemburgo

XIII - La guerra secreta en Dinamarca

XIV - La guerra secreta en Noruega

XV - La guerra secreta en Alemania

XVI - La guerra secreta en Grecia

XVII - La guerra secreta en Turquía (em falta) 

XVIII - Conclusíon (em falta)

 

Livro completo de Daniele Ganser em inglês (PDF)

 

Documentários

O Exército Secreto da Nato

 

Allan Francovich Operation Gladio (1992)

 

NATO s Secret Armies (2009)

 

Time watch Operation - Gladio 1

 

Time watch Operation - Gladio 2

 

Time watch Operation - Gladio 3

 

Artigos Interessantes sobre o tema

 

Daniele Ganser

 

Thierry Meyssan

 

Manlio Dinucci

 

Joe Quinn

 

Tony Cartalucci

 

Mais artigos relacionados na VoltaireNet

 ESPAÑOL 100 FRANÇAIS 82 PORTUGUÊS 17 ENGLISH 42

 

Mais artigos relacionados na Global Research

ENGLISH

 

E chega. A seguir é simples: quem quiser saber mais sobre o tema pesquise online, informação não falta!

 

Luís Garcia, Ribamar, Portugal,  30.04.2017

 

 

 
Vá lá, siga-nos no Facebook! :)
visite-nos em: PensamentosNómadas

Diferencialmente pesado

 

 

D.jpg

RICARDO MINI copy   Enciclopédia Portuguesa dos Bons Costumes    

Prefácio  A - B - C - D - E - F - G - H - I - J - K - L

- MN - O - P - K- R - S - T - U - V - W - X - Y - Z

 

Uma das novas modas no vocabulário politicamente correto é a de chamar “diferencialmente pesado” a pessoas gordas ou obesas. Isto abre todo um leque de oportunidades no âmbito da delinquência, é uma verdadeira lufada de ar fresco na sociedade civil. A partir de agora, pode vir o Carlos Cruz e dizer que é “diferencialmente sexualizado”, o Charles Manson e dizer que é “diferencialmente respeitador da vida humana”, o Estaline e o Mao e dizerem que são “diferencialmente progressistas”, os pós-modernos e dizerem que são “diferencialmente científicos”, os antivacinas e dizer que são “diferencialmente imunes”, o Cavaco Silva e dizer que o cérebro dele é “diferencialmente operacional”, os religiosos e dizer que são “diferencialmente realistas”, o Carlos e a Maria Eduarda da Maia e dizerem que têm um conceito de relação amorosa “diferencialmente…diferente”, a imprensa moderna e dizer que é “diferencialmente verdadeira”, o romeiro do Frei Luís de Sousa e dizer que é “diferencialmente cosmopolita e republicano”. Enfim, já deu para perceberem o caráter revolucionário e alternativo desta ideia.

Ricardo Lopes

 
Vá lá, siga-nos no Facebook! :)
visite-nos em: PensamentosNómadas

White Helmets, Humanistes ou Terroristes? - Partie 2, par Luís Garcia

 

 

White Helmets, Humanistes ou Terroristes - Partie 2

  

Luís Garcia POLITICA SOCIEDADE Fake News  en français  

 

Les white Helmets d’après ceux qui ne croient pas aux White Helmets

 

Le concours de mannequin White Helmets
Qu’est-ce qu’un concours de mannequin organisé par les White Helmets? Avant de l’expliquer il faut assister à cette video:

 

 

Selon les White Helmets, l’évènement avait pour objectif de faire prendre conscience au public de la guerre en Syrie à travers l’acte macabre de se maquiller puis de poser pour la photo, se faisant passer pour blessé ou mort. Pour donner l’exemple, les White Helemts eux-mêmes, comme si une organisation supposée de sauvetage n’avait rien de mieux à faire pendant un conflit armé, ont produit leur propre mannequin en train de simuler de se trouver blessé entre les décombres. Pire, ce n’est pas qu’un simple maquillage qu’ils ont réalisé pour la supposée campagne, puisque que ce que nous venons de voir n’est pas une photo, mais une vidéo avec une personne prétendant être blessée et, pire, bien pire, du silence et de l’’immobilité totale on passe subitement à des explosions de bombes et à une foule gémissant et criant de désespoir! Non, ça n‘est pas “une photo de plus” pour la plus récente et absurde “campagne de sensibilisation” des White Helmets. Non, c’est la preuve que ces gens sont plus intéressés à produire des mises-en scène qu’à sauver des vies, qu’ils ont les moyens humains et technologiques pour ce faire, qu’ils ont du temps libre pour le faire, et qu’ils mettent très bien en scène! Mais, en raison des critiques provoquées par cette vidéo, quelques heures plus tard les White Helmets admirent que cette action avait été réalisée à la suite d’une “erreur de jugement” et supprimèrent la publication dans laquelle apparaissait la vidéo. Mais il y a pire encore, malgré le scandale que fit la vidéo et l'auto-censure qui s’ensuivit, et malgré que les White Helmets  aient bien précisé que la vidéo était un montage pour un évènement de “concours de mannequin”, le rescapé de la vidéo a posté sur son compte facebook une photo prise après la scène de sauvetage comme si elle avait été réelle, en remerciant en passant les héroïques White Helmets de l’avoir “retiré des décombres”. Vous pouvez voir en bas le rescapé, celui avec le visage recouvert de crème Nivéa:

 

resgate da treta

 

Voyez le résumé de la gaffe dans cette vidéo de Russia Today:

 

 

Maintenant, en sachant tout ça, on me demande de croire les images suivantes ou bien j’ai le droit de douter de l’intégrité de ces messieurs White Helmets qui ont supposément sauvé un home enterré qui apparemment était lui-même un membre des White Helmets en soi-disant mission de sauvetage?

 

De acordo com a Reuters, esta sua foto mostra um membro dos White Helmets preso em destroços causados por um bombardeamento do governo sobre Aleppo no dia 27.07.2014

 

Indépendance économique et politique
Sur leur site officiel, les White Helmets garantissent qu’ils sont indépendants et qu’ils ne reçoivent des fonds d’aucun gouvernement. Ce qui est faux puisque Monsieur Mark Toner, parte-parole du département d’Etat des Etats-Unis, garanti que les Etats-Unis ont donné (au moins) 23 millions de dollars aux White Helmets!

 

 

C’est faux, puisque monsieur Boris Johnson, secrétaire d’Etat des affaires étrangères et du Commonwealth du Royaume-Uni, affirme que le Royaume-Uni a donné 65 millions de livres aux White Helmets:

 

 

Le gouvernement français a également publiquement admis, à travers le site du ministère des affaires étrangères français, avoir financé les White Helmets. Voici l’hyperlien pour le document:

 

Et non, l’hyperlien ne fonctionne pas. Demandez pourquoi au ministère des affaires étrangères français. J’ai découvert seulement aujourd’hui que le lien ne fonctionnait plus, quand j’ai voulu le copier pour l’inclure à cet article. Cependant si vous souhaitez constater que cette publication existait bien, cherchez “Support for Independent Arab media: CFI, operator of the French Ministry of the Foreign Affairs, stregthens its position (January 2014)” dans google, c’est le premier résultat de la recherche. Et le lien apparaît mais ne fonctionne pas.

 

france.jpg

 

Ils n’utilisent ni ne transportent des armes?
C’est faux. Des recherches rapides dans Google ou sur Youtube prouvent facilement le contraire. Voici 2 vidéos pour l’exemple:

 

 

 

 

Crédibilité de leur leader
Raed Saleh, président de l’organisation White Helmets, était supposé recevoir aux Etats-Unis un prix pour le “travail humanitaire” effectué en Syrie mais, en arrivant à l’aéroport de Dallas, il a appris que son visa avait été annulé pour des raisons inconnues et il a été déporté immédiatement. Plus tard le département d’Etat des Etats-Unis a admis que le visa de Rahed Saleh avait été annulé parce que son nom figurait sur une liste de terroristes potentiels, liste mise en place par le gouvernement des Etats-Unis. Vraiment!

 

 

Confronté par des journalistes devant l’énorme contradiction du gouvernement américain finançant les White Helmets , et incluant  en même temps le président des White Helmets sur une liste de terroristes potentiels, Monsieur Mark Toner, porte-parole du département d’Etat américain, s’est complètement humilié comme vous pouvez le constater dans cette video:


 

Comme le journaliste le lui demande à la fin: “Ça n’a pas de sens, pour quelle raison les contribuables nord-américains supportent un groupe dont le leader a été interdit d’entrée aux Etats-Unis” pour recevoir un prix récompensant ses faits humanitaires!?!

 

Organisation syrienne ou créée par des syriens?
Non, ça ne l’est pas. C’est une organisation étrangère créée par James Le Mesurier, un consultant en sécurité britannique, ancien militaire, spécialiste en sous-traitance militaire pour des pays qui adorent en envahir d’autres, Blackwater (aujourd'hui Academy) en est l’exemple parfait, entreprise militaire qui avec ses mercenaires fournit des services de sécurité privés à ses clients (et qui à leurs heures perdues créent des prisons secrètes et des centres de torture comme  Abu Ghraib).

 

 

Neutralité et impartialité
En visitant le site des White Helmets, vous pourrez lire qu’ils se décrivent neutres et impartiaux. Rien d’étonnant pour une organisation de sauvetage de blessés. Ce qui est étonnant c’est que non, au contraire de ce qu’ils affirment, ils ne sont pas du tout neutres ni impartiaux. Des preuves? En voici 4, bien qu’il y en aient beaucoup plus de disponibles en ligne.

Dans les 2 premières vidéos on voit 2 membres des White Helmets debout sur des corps de soldats syriens morts, leurs doigts montrant un V de  victoire.

 

 

 

Dans celle-ci on peut voir un célèbre visage des White Helmets nous informant qu’il v aller jeter les corps de soldats syriens à la poubelle (j’ai fais confirmer la traduction de l’arabe en anglais avec le journaliste de PressTV Ali Musawi)!

 

 

Et dans celle-ci on peut voir le même Monsieur affirmer clairement  qu’il soutient ses “frères moudjahidines” (lire terroristes):

 

 

Et puis sérieusement, comment peut être neutre et impartiale une ONG qui: d’abord se trouve uniquement sur des territoires occupés par des armées “rebelles” composées en grande partie par des mercenaires étrangers; deuxièmement qui se trouve en situation irrégulière en Syrie; troisièmement une ONG qui demande à l’ONU de créer en Syrie une zone d’exclusion aérienne comme celle dont les conséquences ont transformé la Lybie, ce pays moderne et développé, en un paysage lunaire.

 

Pacifistes, humanistes, solidaires
Ni pacifistes, ni humanistes, ni solidaires, ni impartiaux, ni neutres. Non. Des membres d’une organisation d’interventions d’urgences, composée de soi-disant volontaires se qualifiant des 5 adjectifs que je viens de mentionner ne peuvent pas être présents à exécution sommaire d’un citoyen syrien, assistant pacifiquement à un acte aussi barbare commis par l’organisation terroriste Al-Nousra (Al-Qaïda en Syrie). D’ailleurs ils ne devraient même pas cohabiter pacifiquement avec des organisations terroristes, avec ou sans exécution sommaire! Pourquoi? Parce qu’il est illégal de cohabiter avec des membres d’une organisation comme Al-Qaïda, considérée terroriste par la terre entière! Voyez ces vidéos:

 

 

 

Sans oublier que les White Helmets n’ont jamais daigné faire un communiqué officiel pour expliquer cette atrocité, bien qu’ils garantissent que leur position devant les horreurs du conflit est de toujours protester contre n’importe quelle violation des droits de l’homme!

 

La création de contenu
Il existe de nombreux moyens d’accéder en ligne à des preuves que “les preuves” des White Helmets sur les “actes barbares du sanguinaire al Assad et de l’impérialiste Poutine” sont pure mensonge, de la propagande bon-marché. Une recherche Google sur le sujet laissera le lecteur occupé le reste de la journée et lui permettra de se rendre compte que ce sont ces “preuves” qu’il a vu dans les médias de masse comme BBC, CNN ou TF1!

Je propose une source spécifique que je suis depuis longtemps, le compte facebook de Monsieur Tim Anderson, mais il y a d’autres sources crédibles et intéressantes.

Les fausses preuves de barbarisme syro-russe produites par les White Helmets et organisations qui en sont proche se divisent en plusieurs catégories.

  • Images tirées de films ou de vidéoclips;
  • Images d’autres conflits (Gaza, Afghanistan, etc);
  • Images réelles de Syrie utilisées plusieurs fois, avec des données, noms de victimes et localisations différentes;
  • Images de destruction dont il a été prouvé qu’elles ont été réalisées par des rebelles, mais attribuées aux russes et aux syriens;
  • Des mises en scènes, parfois grotesques, dans des lieux inconnus, puis attribués à des zones où les White Helmets ne se trouvent pas;
  • Utilisation de la même victime plusieurs fois, parfois avec la même tenue et le même scénario, mais bien-sûr, avec un différent héros pour réaliser le sauvetage;
  • Entre autres ça en devient fatigant!

Voici 2 diaporamas avec 20 exemples illustrant les points énuméré ci-dessus. Si vous voulez en voir plus, visitez la page facebook de Tim Anderson ou recherchez dans Google.

 

Slideshow 1

 

 

Vous avez remarqué que dans le premier montage, dans le coin en bas à droite, on aperçoit Bana Alabed (la petite fille blogueuse d’Alep) en compagnie d’un célèbre “rebelle” terroriste? Enfin.

 

Slideshow 2

 

 

Et maintenant une photo spéciale, d’un soldat syrien blessé qui après avoir soi-disant reçu un traitement médical des White Helmets, sauf que non, au contraire, les mêmes images du soldat syrien apparaissent sur le site de (al-Nousra) al-Qaïda, sur lequel nous apprenons enfin qu’il était un “porc Chiite” et qu’il a été exécuté!

 

especial - artigo.jpg

 

Les horreurs d’Alep
D’après les médias occidentaux qui adorent citer les White Helmets et l’Observatoire Syrien des Droits de l’Homme, d’après leurs soi-disant nouvelles, d’après les vidéos et les photos qu’ils partagent frénétiquement, nous étions amenés à croire avec 100% de certitude en 2 points: d’abord les russes et les syriens bombardaient et tuaient quotidiennement des civils sans distinction; ensuite les White Helmets étaient dépassés par une telle quantité de blessés et de morts à secourir. Pourtant, au mois de décembre dernier, après la libération totale d’Alep par les syriens (et leurs alliés), combien de White Helmets ont été trouvés sur les lieux? Zéro. Et le matériel des White Helmets? Aucun, rigoureusement aucun, pas même un uniforme déchiré,ou un casque oublié, rien, absolument rien. Comme si les White Helmets (et autres impostures comme le clown Anas al-Basha) ne s’étaient jamais trouvés à Alep, et que leurs vidéos et photos ne dépassaient pas la mise-en scène! Une de mes théories du complot? Possible, mais je ne la remettrai en cause que si quelqu'un est en mesure de me montrer une prévue, une seule preuve qui démontre la présence des White Helmets à Alep-Est désormais libérée. Ces mises-en-scène auront sûrement eu lieu dans des zones contrôlées par les “rebelles” terroristes (région d’Idlib) ou même hors de Syrie. Il y a encore quelques jours la police égyptienne a arrêté plusieurs journalistes en train de fabriquer de fausses informations sur la Syrie en utilisant pour ce faire un bâtiment en ruines et une petite fille déguisée avec des vêtements déchirés et du faux sang:

 

En plus ce ne serait rien que nous n’ayions jamais vu, comme la “libération de Tripoli” en 2011 que avait en fait été filmée dans des studios de Aljazeera au Qatar. C’était évident que “l’information” était fausse puisque 3 jours après la supposée libération on pouvait voir en direct à la télévision libyenne (je l’ai fait) des images de manifestations pro-Khadafi auxquelles sont fils plus âgé participait. Bref...

 

 

Personne ne les a vus, ni même ne les connaît

Un point trop vaste, il ne suffit pas d’entendre ou de voir le témoignage d’un syrien affirmant ne pas connaître les White Helmets pour pouvoir conclure que la totalité du peuple syrien n’a pas connaissance des White Helmets, il serait donc inutile de fournir (seulement) un exemple. Si le lecteur veut se faire une idée de l’étendue de ce mensonge des White Helmets, il lui faudra perdre beaucoup de temps pour analyser les innombrables témoignages documentés et recueillis par de nombreuses personnes qui se sont déplacées en Syrie en temps de guerre pour cette tâche.

 

Je recommande 2 noms que vous avez sûrement déjà entendus, Eva Bartlett et Vanessa Beeley. Et voici leurs sites dans lesquels on trouve les témoignages et les données auxquels je fais référence:

Non seulement les White Helmets ne sont pas connus dans le reste du pays, mais en plus là où ils se trouvent, il existe plusieurs rapports documentés sur leurs crimes, comme par exemple l’exécution de vrais membres des Services d’Urgences de Syrie pour ensuite voler ou détruire leur équipement. Encore une fois, une recherche dans le vaste travail de Eva Bartlett, Vanessa Beeley et autres pourront vous éclairer sur ces crimes.

 

Ils fournissent des services civils à Presque 7 millions de personnes

Non, jusqu'à preuve du contraire. Déjà ils ne pourraient rien fournir du tout à 7 millions de personnes puisque les zones qu’ils contrôlent sont loin de contenir 1 million de personnes. Ensuite, les seules “preuves” de services civils offerts au public sont des vidéos promotionnelles des White Helmets eux-mêmes et des vidéos de propagande pro- White Helmets comme celles d’AJ+ et compagnie. Et maintenant des preuves sérieuses? Où sont les preuves montrant les White Helmets créant des installations électriques canalisations, reconstruisant des logements ou nettoyant les débris provoqués par les bombardement? Il n’y en a pas! Si quelqu'un peut les fournir, s’il vous plaît partagez-les ici.

 

Au contraire, bien que ce ne soit pas le thème de cet article, on peut facilement avoir accès (à travers Sana News ou de Russia Today, entre autres)  aux preuves de syriens et de russes qui fournissent ce type de service.

 

Au contraire, non seulement il n’y a pas de preuves des White Helmets fournissant des services publiques, mais il y a beaucoup de preuves de leur compères d’al-Qaïda (et compagnie) détruisant des infrastructures liées aux services publiques. On en a pour exemple la destruction du réseau publique de distribution d’eau potable d’Alep il y a 4 ans, une des premières cibles des attaques terroristes , finalement en train d’être réparé par le gouvernement syrien. Ou par exemple, le plus grand et le plus moderne hôpital du Moyen Orient pour le traitement du cancer, détruit en 2013 par une voiture piégée des “rebelles” terroristes “libérateurs”. Puisque qu’on en est aux fausses informations, les images de cet hôpital situé dans la banlieue d’Alep et détruit par des “rebelles”, ont été recyclées d’innombrables fois dans les médias de masse comme”preuve” de la destruction d’hôpitaux dans le centre de la ville, à Alep-Est par les bombes des avions de chasse russes. Enfin. Voyez la vidéo:

 

 

Ou le récent empoisonnement du système d’eau potable de Damas par les “rebelles” qui ont eu l’idée de mettre de l’essence dans l’eau. Et les canalisations récemment explosées aussi par les “rebelles libérateurs” dans la banlieue de Damas. Bref, c’est un thème qui donnerait un autre article.

 

On les trouve dans tout le pays, dans plus de 100 localisations différentes

Non, on les trouve (ou plutôt les trouvait) seulement dans quelques zones spécifiques, celles qui font frontière avec des pays alliés des Etats-Unis. Région d’Idlib au nord-ouest, qui fait frontière avec la Turquie. Région de Daraa au sud-ouest, qui fait frontière avec la Jordanie et Israël. Le reste du pays ne les a jamais vus et ne sait même pas que les White Helmets existent, comme le prouvent les rapports documentés d’Eva Bartlett et de Vanessa Beeley et compagnie. Ah, mais il y a des photos et des vidéos des White Helmets prises dans d’autres zones en plus de celles-ci! Non, il n’y en a pas. Ce qu’il y a ce  sont des mises-en scène et des recyclages d’images et de vidéos comme Tim Anderson le démontre si bien. J’insite encore: regardez-bien les photos de Tim Anderson sur Facebook. Des preuves, oui, donnez-moi des preuves qui puissent documenter, par exemple, la présence des White Helmets à Alep-Est pendant la conquête syro-russe de décembre dernier. Je n’en ai pas encore vu une seule preuve! Et non, un gars enfermé dans une pièce parlant à la CNN en livestream n’est pas une preuve de la presence des White Helmets à Alep! TF1, BFMTV et autres ordures nous racontaient des horreurs en citant les “White Helmets qui se trouvaient à Alep”. On attend encore les preuves!

 

Amitiés douteuses

 

 

Des amitiés douteuses sont un moyen parfait de détruire la réputation de quelque chose ou de quelqun. Et la stupidité aide aussi. Un exemple qui illustre vraiment bien cela c’est celui de Mahmoud Raslan, le photographe des White Helmets qui a photographié et filmé le sauvetage du petit Omran Daqneesh, sauvetage attribué aux White Helmets par eux-mêmes! S’il avait eu un peu plus d’intelligence, il n’aurait pas commis l’erreur  de se filmer en pleine célébration en compagnie de membres d’Al-Qaïda ou de prendre des selfies avec des terroristes célèbres  pour avoir décapité un enfant palestinien de 12 ans. Pour ne pas me répéter, j’invite le lecteur à lire mon article:

 

Un autre exemple d’amitiés douteuses nous est donné par Muawiya Hassan Agha, un membre connu des White Helmets qui n’a aucun problème à se faire filmer en la présence de membres et de drapeaux de l’organisation terroriste d’al-Qaïda:

 

collage-musawiya.jpg

 

Maintenant voyez ces vidéos où apparaît  Muawiya Hassan Agha, des membres d’Al-Nousra (al-Qaïda) et, oui, des drapeaux d’al-Nousra:

 

 

 

A ce moment preécis vous devez penser qu’il n’est pas facile de trouver des barbes bien rasées comme dans la photo de la partie 1, tout comme il est difficile de trouver des gens de confiance...

 

Prix nobel de la paix, etc
Maintenant dites-moi, vous trouvez normal que ces messieurs et leurs soutiens aient fait campagne pour que les White Helmets gagnent le prix Nobel de la paix, au point d’être considérés favoris pour le prix de 2016? Moi je pense que, pourquoi pas, il suffit de voir la longue liste de criminels et organisations criminelles  qui ont déjà remporté le prix Nobel de la paix: Henry Kissinger, Barack Obama, Union, Européenne, etc.

 

Ils n’ont pas reçu le Prix Nobel de la Paix 2016 mais ils ont reçu le Prix Franco-Allemand des Droits de l’Homme 2016 et le Prix “spécial”, rien que ça! Ces grands malades de français qui remettent des prix humanitaires à des terroristes en Syrie dans le même mois au cours duquel des citoyens français ont été faits prisonniers de guerre par l’armée syrienne, après avoir été capturés à Alep en compagnie d’autres terroristes  étrangers, héhé!

 

Et, pour en rajouter une couche, la machine de propagande du Pentagone-communément connue sous le nom d’Hollywood- par le biais de l’imbécile George Cloney, propose de produire un film (de fiction) sur les White Helmets basé sur le documentaire-propagande de Netflix dénomé “The White Helmets”, et ce dernier est déjà nominé aux Oscars, héhé!

 

Bon, c’est tout pour aujourd’hui. J’aurais aimé écrire un article plus détaillé mais le temps est limité. Dans la 3ème partie nous analyserons les origines et les hommes derrières les Whites Helmets! En attendant je vous laisse avec cet excellent episode de Cross Talk sur les White Helmets avec la participation d’ Eva BartlettVanessa Beeley et Patrick Henningsen:

 

Cross talk – White Helmets, really?

 

Luís Garcia, 31.12.2016, Chengdu, Chine

(Traduit par Claire Fighiera

 

 

 
Vá lá, siga-nos no Facebook! :)
visite-nos em: PensamentosNómadas

Construção cultural, por Ricardo Lopes

 

 

Construção cultural

 

RICARDO MINI copy  SOCIEDADE 

 

Aparentemente, nos dias que correm já não se pode dizer que uma mulher tem menstruação e um homem não tem, porque essas coisas de andar para aí a sangrar mensalmente do meio das pernas é tudo construção cultural. A história da menstruação é qualquer coisa do tipo: um dia uma pessoa com que um buraco no meio das pernas acordou e disse “Porra, pá, ontem apanhei um frango e isto seco não escorrega bem, vou mas é começar a sangrar do meio das pernas, que já lá tenho um buraco e assim não me dói andar a abrir outro, e fazer uma cabidelazinha.”. Nisto, estava o Patriarcado à escuta atrás de um menir, e com uma expressão maquiavélica esfregou as mãos e disse “Já estás fodida, sua pessoa. A partir de agora, não só te vou dar o nome de mulher, a ti que tens um buraco no meio das pernas, como te vou convencer que só estás a cumprir com a tua natureza se sangrares do meio das pernas uma vez por mês. As pessoas que para aí andam com um rolo de carne ao pendurão do meio das pernas vão-se chamar homens e nunca vão sangrar, a não ser os retardados dos judeus para sublimarem a sua pedofilia. Muahah…muahaha…muahahahahah”. De maneiras que, a partir daí, criou-se a cultura de que as pessoas com um buraco sangram do meio das pernas e as outras pessoas que têm lá o rolo de carne ao pendurão não sangram. Portanto, meus amigos, vamos evitar as microagressões, e não vamos negar o direito de pessoas que se identificam como homens poderem sangrar do meio das pernas uma vez por mês, ou até as vezes que quiserem, porque tudo isto obviamente é cultural, e está aqui a explicação. Fachabor de me começarem a citar mesmo ao lado do Foucault.

 

Ricardo Lopes

 
Vá lá, siga-nos no Facebook! :)
visite-nos em: PensamentosNómadas

O ataque químico que NÃO aconteceu em Khan Shaykhun, por Luís Garcia

 

 

O ataque químico que NÃO aconteceu em Khan Shaykhun

 

Luís Garcia  POLITICA    

 

 

Factos sobre o ataque

No dia em que as forças sírio-russas admitem terem realizado um ataque aéreo a um depósito de armas da al-Qaeda em Khan Shaykhun, os média/mídia ocidentais contaram-nos uma estória da treta com duas versões. Na primeira (ver imagens do slideshow a abaixo), os sírios realizaram um ataque químico em Khan Shaykhun, apesar do arsenal químico sírio ter sido totalmente destruído em 2014 a convite da Rússia, numa destruição oficial organizada de forma legal pela ONU e levada a cabo por peritos dos próprios EUA. Na segunda, o ataque aéreo sírio-russo ao depósito de armas da al-Qaeda teria tido como consequência o espalhar de um gás tóxico que teria causado a morte de dezenas de civis nessa cidade síria controlada pela adorável al-Qaeda.

 

  

Em relação à segunda teoria, graves problemas de lógica se levantam: seria da responsabilidade da Síria a morte de civis resultantes do bombardeamento de um depósito de armas de uma organização terrorista ilegalmente implantada no seu território? A resposta parece-me por demais óbvia: NÃO! Depois, a tratar-se de gás sarin, um químico binário (resultante de 2 químicos que têm de ser misturados para criar o químico final letal), como é que o bombardeamento sírio-russo conseguiu misturar de forma correcta os químicos afim de produzir fortuitamente gás sarin? Brincamos com coisas sérias, não?

 

Voltando à primeira teoria, a do roquete com gás sarin, as únicas provas públicas (ler aqui um anexo do MIT ao relatório da própria Casa Branca!) indicam claramente que o roquete foi lançado a partir do solo e não do ar; o solo de Khan Shaykhun é controlado, como já aqui se disse, pela al-Qaeda; portanto, que tem o governo sírio (não possuidor de armas químicas) a ver com este ataque químico de um roquete lançado a partir do solo? Nada, absolutamente nada. E mais, àqueles que dogmaticamente crêem ser al-Assad o responsável, exige-se que apresentem as provas. E mais ainda, perante uma extraordinária acusação deste género, exige-se provas igualmente extraordinárias. Mas não, pelo contrário, as provas contraditórias e possivelmente encenadas que nos mostram nos média/mídia ocidentais não só são medíocres como tem como fonte pessoas que por duas razões não são credíveis: primeiro, são parte envolvida no assunto, parciais por definição, consequentemente não independentes como deveriam ser; segundo, são apoiantes, patrocinadores ou membros de uma organização terrorista chama al-Qaeda e de uma organização de relações públicas e propaganda chamada White Helmets, filial da al-Qaeda como podem descobrir nos artigos abaixo:

 

Outro problema, o gás do ataque. Entre os dias 4 e 7 de Abril, teria sido, de acordo com os média/mídia ocidentais, gás sarin. Devido aos gravíssimos erros de lógica nos vídeos sobre o suposto ataque disponibilizados pela al-Qaeda/White-Helmets e difundidos em javardices televisivas como a RTP, era impossível defender a hipótese de gás sarin. Daí que de dia 7 a dia 11 de Abril os mesmos média/mídia aparvalhados tenham passado a falar de cloro. Já lá iremos à análise das incoerências em torno dos gases. A partir do dia 11 de Abril, e graças à manifesta hiper-amnésia colectiva dos seus leitores e telespectadores, os contadores de estórias da treta voltaram atrás e optaram definitivamente pela versão que inclui gás sarin. É mais sonante, pá!

Os gases do ataque

Na versão inicial dos média/mídia ocidentais sobre este encenado evento, o gás utilizado de forma acidental ou propositada teria sido sarin. Devido à falta de jeito para mentir e encenar falsos ataques químicos por parte da al-Qaeda, tão adorada pelos média/mídia ocidentais ao ponto de apelidá-la de "rebeldes que controlam a cidade de Khan Shaykhun", a versão com gás sarin começou-se a enterrar a si própria de forma abrupta. Porquê? Porque os "rebeldes" terroristas da al-Qaeda vieram fazer declarações à imprensa que não fazem sentido nenhum, desde dizer que se sentia o cheiro do gás sarin a mais de 500 metros quando sarin é um gás inodoro até dizer que se via nuvens amarelas do gás quando o gás é incolor! Por favor, isto é malta acabada de receber um Óscar em Hollywood (Prémio Melhor Documentário 2016), exige-se um mínimo de profissionalismo, não? Mas qual quê, as declarações patéticas estão longe de ser o pior! Pior são os vídeos produzidos pela AMC, a agência noticiosa da al-Qaeda e dos White Helmets, financiada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros francês.

 

Nos vídeos disponibilizados pela AMC, pelos White Helmets e pela al-Qaeda, e transmitidos pelas televisões ocidentais, pode-se ver que a encenação não faz sentido nenhum. Os supostos santos salvadores dos White Helmets, apesar de supostamente estarem a resgatar vítimas de um ataque com gás sarin que mata em poucos minutos se o gás for absorvido pela pele (e não por via respiratória), apresentam-se ao serviço de chinelos, de calções, de mangas curtas, até em tronco nu, mas claro, com uma banal máscara anti-poluição completamente inútil para o efeito! Quer estes quer algumas das supostas vítimas adultas, dão se ao luxo de tirar lenços das cabeças, tirar calças ou t-shirts, até andar completamente nus, sim, e, ainda assim, sobreviverem a este mortal gás sem qualquer mazela. E lá ficaram, tranquilos, filmando esta grotesca palhaçada, como se não se passasse nada. Aparentemente só crianças previamente drogadas (de acordo com as análises da organização Doutores Suecos pelos Direitos Humanos aos vídeos em questão) é que aparentam sofrer de alguma coisa, e aparecem com as pupilas dilatadas quando um dos sintomas mais característicos do gás sarin é a contração das pupilas, enfim! E que dizer da ideia de andarem a regar as vítimas com água em vez de evacuá-las de imediato? E que dizer do pessoal da al-Qaeda/White-Helmets que no dia seguinte andavam lá entretidos a recolher amostras de chinelos e braços nus? Irra, o gás sarin leva semanas a decompor-se e não meio dia! Que amadorismo! E que imbecilidade de quem engole tudo isto sem pestanejar! 

 

Um gajo recolhendo amostras de um gás que leva semanas a decompor-se usando sandálias! Bravo!

Um gajo recolhendo amostras de um gás que leva semanas a decompor-se usando sandálias! Bravo!

 

Agora  caro leitor, compare o comportamento das equipas de salvamento num ataque real com gás sarin em Tóquio com o das equipas de salvamento num ataque encenado em Khan Shaykhun:

 

17629943_10155283177143777_230765551251676674_n (1

  

Não, a sério, quem encenou esta treta nunca ouviu falar do ataque com gás sarin no metro de Tóquio em 1995? Ah, sim, sei, como dizia um chico-esperto aqui da minha aldeia há uns dias atrás, o Japão é rico e a Síria é pobre, portanto os meios para combater um ataque químico não são os mesmos. Pois, até concordo. A Síria poderá não ter meios, mas os "rebeldes" terroristas da al-Qaeda da região de Idlib sim têm meios, como se pode provar pela imagem do tweet abaixo, na qual se vê como os milhões fornecidos ilegalmente pelos EUA e companhia a estes terroristas permitem-lhes estar de facto preparados para este tipo de ataque:

 

17799979_10156389560703868_2009728039303488010_n.jPhoto taken more than month ago for #WhiteHelmets terrorists receiving a training on dealing with chemical attacks in the same location! pic.twitter.com/heL1wKa8X6

— maytham (@maytham956) April 4, 2017

 

Como fotografias não chegam, pois claro que não, convido o leitor a assistir então ao vídeo produzido pelos AMC/WhiteHelmets/al-Qaeda e que é, segundo os mesmos e segundo os nossos média/mídia, a melhor prova sobre o ataque químico:

  

Palavras para quê, a cura para gás sarin é regar as vítimas e deixá-las a secar ao sol, pois claro. E, a acreditar na veracidade deste vídeo, o gás sarin é altamente selectivo, pois não afecta malta dos White-Helmets por mais que tenham partes do corpo directa e ridiculamente expostas ao gás. Quando digo malta dos White Helmets não me refiro apenas aos supostos salva-vidas, refiro-me também aos seus actores-vítimas do costume, como aquele senhor que aparece sentado no chão de tronco nu, na boa, ali a absorver gás sarin à força toda pela pança. Poderia pegar noutros, como o velhinho que tira o lenço da cabeça, mas peguemos nesse da pança distendida como exemplo: para quem anda atento ao conflito que opõe a Síria ao terrorismo ocidental, vezes sem conta aparecem as mesmas pessoas fazendo o papel de vítimas "do regime" em locais diferentes e afastados entre si; vezes sem contas as mesmas pessoas aparecem ora como salva-vidas ora como civis salvos; num artigo anterior neste blog já analisei de forma exaustiva o assunto, agora quero vos mostrar apenas este exemplo por estar relacionado com o assunto. Vejam o tal senhor da pança, vítima neste ataque, mas salva-vidas com o logo dos White Helmets noutras situações. São coincidências ridículas:

 

17799477_1483885254964862_286699790321825795_n.jpg

 

Os médicos suecos 

Segundo a organização Doutores Suecos pelos Direitos Humanos (SWEDHR), feroz crítica da farsa de equipas de resgate da terrorista White Helmets, as crianças que aparecem no vídeo acima teriam sido previamente drogadas com opiáceos e inclusive mortas, de forma a poderem ser usadas como material na produção deste encenado ataque químico. Não vou aprofundar este tópico, convido-o antes a ler estes 2 artigos com alguns dos argumentos que corroboram a versão sueca de encenação:

 

Ainda assim, assista a este segundo vídeo, também da AMC/al-Qaeda/White-Helmets:

 

 

A malta dos AMC/al-Qaeda/White-Helmets afirma que estas imagens são provas do ataque químico e da tentativa de salvamento de algumas das vítimas com injecções de adrenalina nos corações das crianças em questão. Os médicos da sueca SWEDHR dizem que não, que: primeiro, se vê bem que o êmbolo não desce, portanto nada é injectado; que a metodologia é grotescamente errada (vejam como é manipulada a agulha, dá para acreditar que o objectivo é furar o coração do bebé); que os bebés aparentam estar drogados com opiáceos e não envenenados com sarin; etc. Leiam os artigos acima para uma análise mais profunda, vale mesmo a pena. Outro detalhe interessante é que a tradução para inglês legendada e emitida no ocidente não corresponde com o original em árabe: enquanto os actores do vídeo falam de ajeitar os corpos das vítimas para efeitos televisivos, a tradução inglesa fornece diálogos de carácter médico sobre o cuidado com os pacientes. Enfim! 

 

Raed Saleh, a fonte inicial

Julgo ser suficientemente descredibilizador o facto de que TODAS as imagens e TODOS os vídeos do suposto ataque que chegaram até nós através dos nossos média/mídia mainstream foram produzidos e emitidos pela al-Qaeda e seus braços de propaganda (AMC e White Helmets neste caso). É escandaloso que seja por demais sabido que Khan Shaykhun se encontra nas mãos da al-Qaeda há mais de 3 anos. É por demais óbvio que, por razões de segurança, apenas membros da al-Qaeda ou membros das suas equipas de propaganda têm acesso ao local. E ainda assim, insisto, e ainda assim, RTP, Globo, SIC, CNN, BBC, etc, tomam como verdades absolutas e credíveis as reportagens, os testemunhos, as imagens e os vídeos enviados pela al-Qaeda desde Khan Shaykhun até nós! A sério, não vivemos nós numa era de total e escandalosa idiotice colectiva alimentada pelos média/mídia? Andamos sim! Culpa de quem? Dos média/mídia ocidentais? Sim, mas também daqueles que aceitam sem reflectir toda a treta que os média/mídia lhes injectam, de tal forma que os jornalistas ocidentais, de tão habituados à paralisia mental reinante no ocidente, não só já perderam a capacidade de raciocinar como deixaram de acreditar que exista ainda gente capaz de raciocinar lógica e objectivamente. Por isso, quando apanham pela frente um raro espécime que raciocina lógica e objectivamente, como é o caso de Maria Zakharova, porta-voz do Ministério da Defesa russo, fazem figuras tristes como as que se podem constatar no vídeo abaixo:

 

 

Lindo não é, ver uma jornalista da norte-americona CBS News ser humilhada em público por uma funcionária do governo russo? Então trabalha para um média/mídia que insiste serem moderados e muito boa-gente os "rebeldes" da região de Idlib e depois, em completa contradição, diz que não é possível aos jornalistas ocidentais se deslocarem ao local por ser aquele muito perigoso? Ora essa, como assim? E se não é possível até lá se deslocarem, como é que sabem o que lá se passa ao ponto de terem a certeza que o ataque foi executado pelo governo sírio? Como se enterra esta gente, jornalistas profissionais da treta...

 

Mas bom, como se não fosse já suficientemente descredibilizador tudo o que até agora foi dito, que dizer ainda da pessoa que anunciou ao mundo o ataque químico de Khan Shaykhun, o senhor Raed Saleh? Não repararam no nome ou a RTP e companhia nem sequer citaram este nome? Nada de grave, vamos sempre a tempo. Raed Saleh recebeu há uns tempos o prémio Right Livelihood Award de uma ONG patrocinada pela NATO. O título do prémio soa bem mas o nome do patrocinador mancha de imediato a estória. Raed Saleh é o líder da organização terrorista White Helmets, filial de relações públicas da al-Qaeda, proibido recentemente de entrar nos EUA por constar da lista de suspeitos de terrorismo do governo norte-americona, hehe.

 

 

Raed Saleh é amigo pessoal Mustafa al-Haj Yussef, líder dos White Helmets de Khan Shaykhun, cidade 100% controlada pela al-Qaeda, quem em 2014, apesar de ser membro de uma organização (White Helmets) que se diz neutral, humanitária e de resgate de civis, apelou publicamente ao bombardeamento de Damasco como resposta à vitória de al-Assad nas eleições de 2014. Pior, Mustafa al-Haj Yussef, na sua conta facebook, confessa-se admirador de Ibn Taymiyya, ideólogo extremista do ISIS.  Pior, Mustafa al-Haj Yussef defende o uso de castigos físicos a quem não jejuar no Ramadão, execuções incluídas! Isto na Síria, um estado laico, tolerante, multi-étnico e multi-religioso. E pior, defende a execução extra-judicial para todos aqueles que não seguirem as doutrinas islâmicas. E pior ainda, este senhor defende a união de todas as forças "rebeldes" com o ISIS de forma a ser possível derrotar o governo de al-Assad assim como a execução de quem se mostrar fiel ao governo de al-Assad, ou seja, a quase totalidade da população síria. Grande humanista, hein? E enfim, são estas as amizades do senhor que serve como fonte de informação para RTP, Globo, CNN, AFP, etc., sobre o que se passou ou não em Khan Shaykhun!

 

Raed Saleh e Mustafa al-Haj Yussef em Idlib, acompanhados por um troglodita-mercenário-"rebelde"-terrorista da al-Qaeda

 Raed Saleh e Mustafa al-Haj Yussef em Idlib

 

Leia mais sobre estes 2 humanistas-terroristas aqui:

 

Portanto, chegámos ao ponto em que a nossas fontes de informação são as mesmas que supostamente andamos a combater nestes últimos 15 de "guerra contra o terrorismo", hehe. Ou, como diriam Peter Lavelle e Mark Sleboda no programa Cross Talk da Russia Today: 

 

 

 

As análises turco-francesas, a OPAQ e o secretismo norte-americona

Os EUA dizem ter provas mas, como sempre, por alucinantes razões de segurança, não podem mostrá-las. Bravo!  É bem mais seguro bombardear a base aérea síria de Shayrat de onde partem as missões aéreas sírias contra o ISIS e matar 5 crianças e 4 adultos civis no processo, enquanto Donald Trump come "o melhor bolo de chocolate do mundo" na companhia do presidente chinês. E por aqui fico no que diz respeito a provas gringas sobre o ataque químico que não aconteceu.

 

Os turcos, segundo os prostituidos média ocidentais (para quem legalidade, legitimidade, lógica, método científico, rigor, etc., são conceitos inexistentes), já provaram que o gás do encenado ataque químico era "de certeza" sarin e que o autor foi al-Assad, pois claro. Peguemos num mérdico exemplo da minha vítima de estimação, a RTP:

 

Segundo este artigo da RTP, "Recep Akdag, ministro turco da Saúde, revelou esta terça-feira que as análises realizadas a vários feridos confirmam a utilização do agente neurotóxico no ataque da semana passada". Sim, e quê? Um ministro do estado terrorista turco que vende armas ao ISIS e que compra ao ISIS petróleo roubado diz que as "análises" confirmam qualquer coisa. Quais análises? Feitas por quem? Amostras recolhidas onde e por quem? Qual a legitimidade internacional de quem recolheu as amostras para fazer este trabalho? Como entraram numa cidade controlada pela al-Qaeda? Confirmam  essa entrada como? Onde está a cópia do resultado das análises do laboratório turco, para eu poder ver com os meus olhos esse inválido documento? Mas continuemos.

 

"Com os resultados das análises ao sangue e urina de vários feridos que foram assistidos na Turquia, as autoridades de Ancara concluíram que 'o gás sarin foi utilisado'". Resultados de análises ao sangue de quem? Como se chamam? Onde foram contaminados? Podem provar como e onde foram contaminadas essas pessoas? Estavam essas pessoas em Khan Shaykhun aquando da encenação? Se sim, conseguem prová-lo? Como chegaram em segurança à Turquia? Continuemos. 

 

"Ancara, em sintonia com grande parte das potências ocidentais, culpa o regime sírio pelo ataque químico da semana passada na província de Idlib."  Sim, e quê? E eu, em sintonia com personagens fictícias dos meus sonhos, culpo o governo do Burquina Faso e do Vanuatu, e depois? Para provar algo tão grave e tão sério basta mandar um nome para o ar ou é preciso apresentar provas? Claro que é preciso apresentar provas, irra!

 

E que legitimidade tem a Turquia neste assunto, país que ocupa parte do norte da Síria em total ilegalidade e que nos últimos três dias realizou dezenas de ataques com roquetes e com caças contra as FSD (curdos vendidos + NATO), apesar da própria Turquia ser membro da NATO? E que legitimidade tem a Turquia, país pelo qual, desde o início da agressão ocidental à Síria, entra armamento e mercenários para as forças "rebeldes" terroristas e ISIS e sai petróleo e relíquias roubadas pelo ISIS à Síria? E que dizer da memória curta dos jornalistas ocidentais que parecem não se lembrar de nada disto? E que dizer da paralisia mental dos jornalistas ocidentais que usam dados não válidos do governo terrorista turco e até de desconhecidos turcos como provas para o uso de gás sarin em Khan Shaykhun? E que dizer da infinita estupidez mental dos jornalistas ocidentais para, dadas essas provas não verificadas por meios legais, portanto inválidas, concluir que o ataque químico foi da autoria do governo de al-Assad? Como se passa de um tubo com gás sarin nas mãos de um turco, ou de uma suposta vítima do ataque químico de Khan Shaykhun hospitalizada na Turquia, para a certeza da culpabilidade de al-Assad se, entre um ponto e o outro fica um enorme vazio? E, raios, como não se perguntam estes deficientes mentais de jornalistas ocidentais como puderam chegar em segurança à Turquia, as supostas vítimas civis do suposto ataque químico supostamente ocorrido numa cidade 100% controlada pela al-Qaeda desde há 3 anos? E por aí fora...

 

foda-se a turquia.jpg

  

Os franceses, segundo as mesmas mérdicas fontes ocidentais, também já provaram a culpa de al-Assad: 

 

Analisemos também esta, uma vez mais da RTP, e que começa mal, bem mal, com uma imagem dos White Helmets, agência de relações públicas e propaganda da al-Qaeda na Síria. Aqui vai a primeira citação: "Os Serviços de Inteligência franceses concluíram que as forças leais ao Presidente sírio Bashar al-Assad usaram gás sarin no ataque à cidade de Khan Sheikhoun". Sim, concluíram, mas como? A uma pessoa honesta e coerente não lhe interessa as conclusões de governos de estados terroristas sobre o que quer que seja. Interessa-lhe apenas provas e dados concretos, de preferência obtidos de forma legal, conforme as leis internacionais que regem a ONU e que foram escritas por países como... a França, precisamente! Os serviços de inteligência franceses, nada inteligentes, têm o direito de concluir o que bem lhes apetecer mas, insisto, que têm isso a ver com o caso? Nada!

 

Continuemos com mais uma citação: "Num documento de seis páginas, a que a agência Reuters teve acesso, os Serviços de Inteligência Franceses afirmam que 'somente Bashar al-Assad e alguns dos seus apoiantes mais próximos podiam dar a ordem de usar armas químicas'". Ah sim? Têm um documento de 6 páginas e mostraram à Reuters, agência que comprovadamente mentiu no passado vezes sem conta, ao ponto de ter a certeza da existência das inexistentes armas químicas de Saddam Hussein? E? Que frase é esta? Qual era supostamente a mensagem que queriam passar com tão ridícula afirmação? Nada, pois claro, como sempre, ou, queriam dizer que os média/mídia, ocidentais, por definição, são os donos da verdade, com ou sem provas, é isso? Só se enterram estes prostituidos da RTP! E que dizer do resto da frase? Só al-Assad e seus próximos? Como sabem? Como é que se mede essa coisa de "poder dar a ordem de usar armas químicas"? Mede-se em metros por segundo, em amperes ou em massa de merda ao quadrado no lugar do cérebro que não têm? A sério, objectividade zero! "Somente" quer dizer absolutamente nada e, mesmo que quisesse dizer algo concreto... faltam as provas. Eu também posso dizer o mesmo dos jornalistas da RTP, mas aí está, faltam-me as provas! Que vazio mental!

 

Continuemos: "Os autores do relatório chegaram a essa conclusão depois de terem analisado amostras de sangue das vítimas onde foram encontrados vestígios de hexamina, um composto orgânico usado na produção de gás sarin." Mais do mesmo, só que pior, agora já nem nos dizem quem recolheu as amostras! Que paralisia mental, não lhes passa pelas suas cabecinhas vazias que "os autores do relatório", franceses, não tiveram acesso ao local nem às vítimas do suposto ataque e que, portanto, só podem ter analisado provas de vazio, certo?

 

Mais: "O documento acrescenta que os grupos jihadistas na área não tinham capacidade para desenvolver um ataque desse tipo e que o Estado Islâmico não se encontrava na região." Ah não, então e nos dias após o ataque uma das versões nos média/mídia ocidentais era a de "caças russos terem bombardeado um depósito de armas dos rebeldes", resultando na libertação de gás sarin"? Ora bolas, como se troca esta gente. E mais, que me interessa esse relatório que ninguém pode ler, produzido por quem não tem acesso físico ao local? Nada! Em contrapartida, o embaixador da Síria na ONU, Bashar Jaafari, por dezenas de vezes entregou oficialmente à ONU, nestes últimos anos, documentos incriminando esses "rebeldes" terroristas pela realização de dezenas de ataques químicos. E agora? Os documentos/provas entregues pela Síria na ONU não contam e um relatório secreto de um só país (e não da ONU) conta? Podem me explicar como, com que absurda lógica chegam a tal conclusão?

 

E depois, que dizer da legitimidade francesa, país que bombardeia ilegalmente a Costa do Marfim, Mali, Líbia ou a própria Síria? País com tropas ilegalmente estacionadas no nordeste da Síria? País com dezenas de militares das suas forças armadas capturados e presos na Síria pelas forças militares do país («Antigos» soldados franceses entre os jihadistas do Daesh)? País natal da empresa Lafarge, envolvida em negócios de milhões de venda de cimento e construção de infrastruturas de terroristas na Síria?

País da empresa de telecomunicações que faz a cobertura de rede móvel e internet do território ocupado pelo ISIS na Síria? E por aí fora que até cansa! Agora, o Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, monstra ZERO provas incriminando al-Assad sobre o ataque químico que ainda ninguém provou ter acontecido, e os trogloditas de jornalistas-merda da RTP, Correio da Manhã e companhia concluem "definitivamente" que al-Assad é o autor do tal encenado ataque químico. Sim, hoje, no Correio da Manhã, até falavam em "assinatura de al-Assad nos atentados", hehehe, que rigor informativo, que objectividade! E a malta em casa ou no café responde o quê? Mééééééé!

 

A OPCW, porque acredita de forma subjectiva e anti-cientifica num gajo turco, nega a necessidade de realizar uma investigação em modos legais, que é como quem diz, enviar funcionários oficiais e neutrias da ONU ao local, de forma que estes possam investigar, recolher provas, análisá-las e depois produzir e apresentar na ONU um relatório com  as conclusões finais. Qual quê, a OPCW prefere acreditar num turco que ninguém sabe onde, quando nem como arranjou "as provas" e que, mesmo que se soubesse tudo isso, não seriam válidas de acordo com os procedimentos legais da ONU no que diz respeito a verificação de auntenticidade das amostras recilhidas,  comprovação da origem das amostras, comprovação da deslocação dos funcionários da ONU a Khan Shaykhun e não às Bahamas, e por aí fora. Qual quê, nada disto interessa, nem para a OPCW nem para os governos dos próprios países ocidentais como a França e EUA que criaram as regras da ONU para estes procedimentos, e muito menos para os média/mídia ocidentais que, apesar de adolarem essa instituição, não exigem nunca que se aplique os procedimentso legais e a metodologia da ONU a coisa nenhuma. Não, e por isso que gajos como o Paulo Dentinho devem racicionar assim "há, tá ali um turco a dizer que tem um frasco com gás sarin, boa, já vou mandar dizer nas notícias da noite da RTP que al-Assad é o culpado". E dias depois o mesmo Paulo Dentinho, director de informação da RTP, ouve dizer que os serviços secretos franceses concluíram que o al-Assad é o culpado, e volta a carga em horário nobre com não-notícias! Irra!

 

A Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), agência sobre a tutela da ONU, e sobre pressão dos EUA e seus estados vassalos, diz não ser necessário realizar uma investigação independente de acordo com as regras internacionais estabelecidas por ela mesma, pois diz serem suficientes "as provas" (não) recolhidas por franceses, ingleses e turcos de forma claramente oposta às regras internacionais estabelecidas pela própria OPAQ... que dizer! E que dizer do presidente da OPAQ, o turco (sim turco)  Ahmet Üzümcü que agora toma este tipo de absurdas decisões mas que recebeu o prémio nobel da paz por ter precisamente supervisionado a remoção das armas químicas sírias em 2013? Enfim...

 

 

Porquê negar o pedido sírio e russo de uma investigação legal e independente controlado pela OPAQ, séria e científica, a ser realizada por peritos da ONU a enviar até ao local do suposto ataque? Não é demais relembrar que o gás sarin leva semanas a decompor-se e que, portanto, ainda vão a tempo de provar se foi libertado ou não gás sarin em Khan Shaykhun. A não ser que, pelo contrário, não estejam interessados em recolher de forma legal, independente e científica as provas necessárias.  Para os interessados, ainda 2 artigos sobre o tema:

 

O sul-coreano, o brasileiro e o boliviano da ONU

Em sentido contrário, Paulo Sérgio Pinheiro, presidente da Comissão Investigadora do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas para a Síria, afirma não haver provas sobre nada nem ninguém no caso do suposto ataque químico: “Não descobrimos nenhuma ligação entre o bombardeamento e emissões [de gás sarin]". Portanto, a pessoa encarregue oficialmente sobre o caso nem seuqer consegue apresentar provas confirmando que o ataque químico tenha efectivamente ocorrido, e no entanto os governos e média/mídia ocidentais querem-nos fazer querer, sem provas, que o culpado de algo que não se sabe se aconteceu foi al-Assad? Bravo!

 

Aqui fica um artigo sobre o tema:

 

E uma entrevista com o  diplomata brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro à ONU News Português

(o formato é marado. vejam directamente no facebook em https://www.facebook.com/ONUNewsPort/videos/10155968160572506/

 

E que tal ouvir quem, legamente, tem a responsabilidade de investigar o caso, nomeadamente o senhor Kim Won-soo, Sub-secretário Geral da ONU e Alto Comissário para os Assuntos de Desarmento? No dia 6 de deste mês, na reunião de emrgència do Conselho de Segurança da ONU, enquanto os mísseis Tomahawks norte-americonas destruiam de forma ilegal a base aérea síria de Shayrat, Kim Won-Soo respondia à provocação da embaixadora dos EUA na ONU afirmando que não, que não tinha provas de como e se o ataque teria de facto ocorrido, muito menos provas sobre quem o teria feito. Mas enfim, uma vez mais, nunca ouvi as palavras nem de um nem de outro nos ocidentais canais de propaganda desinformativa, porque será? Será que não reconhecem os orgãos internacionais da ONU nem as funções para as quais foram criadas? Será que só reconhecem a lei do mais forte que bombardeia impunemente o mais fraco, será?

 

E que tal ouvir as palavras sensatas do embaixador boliviano junto das Nações Unidas, o senhor Sacha Llorenti:

  

Portanto, e par acabar o tópico, ficamos com provas sem o mínimo de validade e com a garantia da OPAQ de não querer realizar investigações que permitam obter provas válidas. Acredita quem quiser nas provas franco-turco-inglesas mas, Kim Won-soo e Paulo Sérgio Pinheiro, como exige a seriedade dos seus cargos, só acreditam no que virem, se o que virem for obtido de forma válida. Até lá ficamos com a certeza ocidental baseada em vazio, a não ser que as forças sírias conquistem em breve Khan Shaykhun, o que nos leva para uma das maiores omissões mediáticas dos últimos 30 dias.

 

Sírios a caminho de Khan Shaykhun

Daqui a uns dias os sírios conquistarão, se tudo correr bem, Khan Shaykhun e depois podermos vir a assistir a barracada da boa. Com Khan Shaykhun sob controlo do governo sírio, não haverá forma da ONU e da OPAQ recusarem enviar os seus peritos até ao local. Por isso mesmo, apesar dos enormes e inacreditáveis avanços sírios rumo a Khan Shaykhun, RTP e companhia não fazem a mínima referência ao assunto. Por isso, se as forças sírias conquistarem Khan Shaykhun com a brevidade necessária para a realização de investigações independentes in locu, não se espante o leitor se não vier a ouvir nunca nada sobre o tema na RTP e companhia. No entanto, se tal acontecer, garanto-lhe que será noticiado neste espaço! 

 

A razão da ofensiva síria a sul da região de Idlib rumo a Khan Shaykhun tem razões complexas que já foram explicadas no artigo Terrorismo-colonização da Síria. Não vale a pena portanto voltar analisar assunto. Creio ser suficiente, para este artigo, dar uma olhada nos 2 mapas abaixo:

 

22.03.2017.jpg

 

27.04.2017.jpg

  

E porque nunca se dá a palavra aos sírios, convido-o por fim a ouvir as opiniões pessoais de sírios, nas ruas de Damasco, sobre o encenado ataque químico tema deste artigo:

 

 

É tudo. Obrigado pela atenção!

 

Hiperligações interessantes sobre o tema:

 

Hiperligações de propaganda ocidental utlizada neste artigo:

 

Hiperligações sobre o encenado ataque químico de Ghouta em 2013:

 

Luís Garcia, 27.04.2017, Ribamar, Portugal

 leia mais artigos sobre a Síria aqui

 

 
Vá lá, siga-nos no Facebook! :)
visite-nos em: PensamentosNómadas

Últimos dias em Doğubeyazıt, por Luís Garcia

 

 

DOS BALCÃS AO CÁUCASO – EPISÓDIO 24  

Últimos dias em Doğubeyazıt

  

bw  Luís Garcia  VIAGENS   

 

Estou bem, aonde não estou, porque eu só quero ir, aonde eu não vou, porque eu só estou bem, aonde não estou, porque eu só quero ir, aonde eu não vou, porque eu só estou bem... aonde não estou. (Estou Além, António Variações)

 

02/05.06.2014

Era suposto partirmos no dia 3 de Julho para Trabzon, cidade na costa turca do Mar Negro, mas a partida súbita em trabalho (para o Irão) do nosso anfitrião Mehmet trocou-nos as voltas. Com a ajuda e contactos de Mehmet, teríamos a certeza de obter o visto para o Irão (em Trabzon) no próprio dia. Sem ele, algo poderia correr mal, de forma que ficámos em vão à sua espera mais uns dias.


Foram dias calmos, com poucas saídas e muito tempo a escrever no escritório de Mehmet. Ainda assim, em cada um dos 4 dias aconteceram situações divertidas e/ou absurdas sempre que saímos à rua e até mesmo sem sair. Fica aqui um resumo dessas últimas peripécias em Doğubeyazıt.

 

Dia 2 de Julho

A manhã foi passada exclusivamente a lavar e limpar o apartamento/agência de Mehmet onde muitos viajantes, amigos e conhecidos de Mehmet vêm dormir, comer, beber chá, usar internet ou tomar banho. Tudo bem, são muito bem vindos, o problema é que ninguém se dá ao trabalho de manter a casa limpa. Chegou a um ponto em que as paredes da cozinha e casa de banho passaram de brancas a castanhas escuras, viscosas e colantes. Com tempo livre para gastar e de novo com água na cisterna, fizemos a casa voltar a brilhar e cheirar bem!


À tarde saímos para imprimir umas fotos. Na Turquia chá nunca falta, de forma que tivemos que aceitar beber um chá enquanto se imprimiam as folhas na papelaria. Depois pedimos emprestada uma tesoura para recortar as fotos e enquanto o fizemos bebemos ainda um café a cada, também de graça. Também deu para rir, quando um dos muitos curdos dentro da livraria apontou para a bandeira curda na nossa mala e perguntou-nos se era a bandeira do Brasil!?! Ah, coitado, não conseguiu escapar ao gozo do resto dos curdos presentes! 


De volta a casa para montar o quadro (para oferecer a Mehmet) com as fotografias imprimidas, fomos encontrar Mahmud à nossa espera na sala principal. Coincidência, estávamos a planear telefonar-lhe para saber se podia nos emprestar o jipe e ei-lo à nossa espera. Mas não, o seu irmão levou o jipe para ir a outra cidade, não teríamos jipe desta vez. Azar.


À noite fomos passear com o nosso amigo Armağan, que nos comprou doces pelo caminho, até à zona do costume onde nos enchíamos de chás todas as noites. Desta vez houve um extra, aprender a jogar tavla, o jogo de tabuleiro mais jogado na Turquia. A caminho da casa da família de Armağan encontrámos um amigo seu: mais doces e figos secos! Na casa da família de Armağan, com a sua eufórica mãe (Fatma) e a sua querida irmã (Derya), passámos um belo serão a rir, conversar e comer! Que sensação de estar em casa entre família! 

 

Dia 3 de Julho

O dia mais calmo da viagem. Manhã a dormir, tarde a escrever, noite convívio com a nossa família adoptiva em sua casa: Armagan, a sua mãe Fatma e a sua irmã Derya. Quanto ao Pai, Mehmet Arik, continuava no Irão por mais uns dias ganhando a vida como sabe (organização de excursões turísticas).

 

Dia 4 de Julho

Depois de almoço, aborrecidos de estar em casa, pedimos 2 bicicletas emprestadas aos suecos (que ainda continuavam a dormir no quarto de visitas da agência) e fomos desbravar terreno em direcção ao monte Ararat, sem plano nem rota programada, apenas com a omnipresente vontade de explorar lugares desconhecidos e encontrar outras gentes…


Assim que saímos de Doğubeyazıt, deixámos a estrada principal e seguimos a direito com as bicicletas, atravessando campos de variadas cores e formas, como um dinâmico caleidoscópio que nos obrigava a sair constantemente da bicicleta para tirar “só mais uma foto”… e passou-se bem um dia assim, sobretudo quando se tem o monte Ararat pela frente e se está numa planície rodeada a 360º por uma imponente cadeia de montanhosa.

 

 

Umas horas depois de sair de casa, e após ter vistos rebanhos, encontrado gente, descansado em cima de fardos de palha, e por aí fora, estávamos por fim a uns metros da aldeia que avistáramos ao longe, no sopé do Ararat. Estar tão perto e tão longe, uns 15 ou 20 metros de pântano entre nós e a aldeia de Demir Tepe obrigou-nos a sair das bicicletas sem saber o que fazer. Felizmente encontrámos uns camponeses perto e fomos pedir ajuda. Uma jovem muito simpática que se preparava para voltar para casa chamou-nos e aconselhou-nos a seguir os seus passos calculados por entre o pântano. Para não estragar as botas, prendemo-las às bicicletas e atravessámos o pântano descalços. Do outro lado do pântano fomos encontrar a casa desta sorridente jovem e a sua acolhedora família que nos deu água para lavar as pernas e nos encheu as garrafas com água gelada que bem precisávamos! Como de costume, a mãe apareceu com chá e lá ficámos quase até ao por-do-sol na “treta” com gente curiosa como nós, com muita vontade de ouvir e perguntar, de descobrir as diferenças e semelhanças que separaram o seu “mundo” do “mundo” deste dois maluquinhos que atravessam pântanos de bicicleta… ah, que tarde linda passada em frente ao monte Ararat.

 

lkçlkçlkçlkçlçlkçlkçlkçlç.jpg

 

Ao pôr-do-sol fomos finalmente dar uma volta de bicicleta pela aldeia de Demir Tepe, para depois nos metermos à estrada em ritmo acelerado receosos de ter de andar de bicicleta à noite numa zona sem iluminação e com tanto “piloto de formula 1”! Mas não, não chegámos a por as rodas das bicicletas no asfalto da estrada principal. Quando nos faltava apenas 200 metros de terra batida (e ainda 5km para Doğubeyazıt) uma carrinha parou e dela saiu um senhor com vontade de ajudar. Meteu as bicicletas dentro da carrinha e prometeu nos levar a Doğubeyazıt. 1 km à frente parou numa fábrica de cimento que nos garantiu ser sua e convidou-nos para jantar na cantina onde comem os seus empregados! Ah, que banquete, sobretudo pela qualidade da comida! Findo o jantar, voltámos à carrinha e o gentil senhor foi nos deixar em frente à porta da agência de Mehmet, ou seja, à porta de casa…. que luxo!
À noite, fomos ao sítio do costume para conversas e chás… 

 

Dia 5 de Julho

O grande momento da manhã foi descobrir que havia um camião dos bombeiros estacionado num parque perto da agência a distribuir gratuitamente água. Como já não havia uma gota de água na nossa cisterna, nem sequer nos garrafões, andámos para trás e para a frente com garrafões de 20 e de 5 litros, com a ajuda de 2 miúdos que vieram para ganhar uns trocos extra. Quando já não nos podíamos mexer, fomos chamar os suecos (os tais que residem há semanas na agência para nos ajudar!

 

Durante o resto do dia passei um bocado no escritório, saindo com Claire para ir jogar à bola junto a uma vintena de miúdos curdos endiabrados, na praça imunda e fétida por detrás do edifício da agência. À noite, para a despedida, voltámos ao sítio do costume para mais chás e conversas. Ah, é verdade, Claire voltou a receber umas prendas “meio maradas” do pessoal dos chás… mundo louco, hehe!

 

Álbuns de fotografia

 

Luís Garcia, 26.04.2017, Ribamar, Portugal

 

Se quiser ler mais estórias desta viajem clique em:

 

 

 
Vá lá, siga-nos no Facebook! :)
visite-nos em: PensamentosNómadas

À boleia até Van, por Luís Garcia

 

 

DOS BALCÃS AO CÁUCASO – EPISÓDIO 23  

À boleia até Van

 

bw  Luís Garcia  VIAGENS  POLITICA 

 

Estou bem, aonde não estou, porque eu só quero ir, aonde eu não vou, porque eu só estou bem, aonde não estou, porque eu só quero ir, aonde eu não vou, porque eu só estou bem... aonde não estou. (Estou Além, António Variações)

 

30.06.2014

Primeiro tomámos o pequeno-almoço com a agradável companhia da alemã, uma pessoa sábia e muito viajada. Depois, já com a mochila para a viagem às costas, fomos com Mehmet até à sede da Juventude do Partido Democrático do Curdistão, onde estivemos à conversa com o líder do grupo (que passou metade dos seus 34 anos em prisões turcas) e alguns dos seus membros. Aqui ficam algumas das queixas:

 

  • Ao contrário daquilo que dizem os media lobotimizantes turcos, o Partido Democrático do Curdistão, não pede nem defende a independência do Curdistão Turco (ao contrário do Curdistão Iraquiano que estás a poucos dias de se tornar independente com a ajuda e cumplicidade dos EUA, de Israel e sim, da incoerente Turquia que passa o tempo a dar tiros nos pés (ler artigo de Thierry Meyssan: EIIL : Que alvo após o Iraque?)
  • Pede antes a libertação imediata de Abdullah Öcalam, o seu líderes histórico encarcerado na prisão especial da Ilha de Imralı, no Mar de Marmara, onde é o único residente. Segundo o líder da juventude do PDK, a população curda anseia por um Öcalam livre que os guie e inspire na revolução cultural “ao estilo internacionalista” que o Curdistão tanto precisa, combatendo não só a omnipresente opressão turca, como também a falta de dinamismo da sociedade curda, perdida entre muitos preconceitos e pouca eficácia. Esperam que Öcalam os guie na necessária liberalização das mulheres curdas, na criação de um ensino universal em curdo, etc,… no fundo, que os guie na protecção e modernização de uma sociedade curda que em plena posse dos seus direitos enquanto seres humanos e cidadãos da Turquia, “não se vejam na obrigação de fazer luta armada por uma independência do Curdistão Turco”! Que “antes que se sintam parte integrante e respeitada da Turquia!”. Daí que acusem (tal como eu) o nacionalismo militarista, o terrorismo de estado e as tentativas de genocídio cultural do estado turco como os verdadeiros responsáveis pelo aparecimento dos movimentos rebeldes independentistas do Curdistão Turco.
  • Lamentam a presença absurda de bases militares turcas dentro das suas cidades; lamentam ainda mais o comportamento da polícia turca que “descaradamente distribui drogas por entre a população curda adolescente”. A ser verdade, faz-me lembrar a distribuição e o incentivo ao consumo de álcool nas populações aborígenes por parte das entidades oficias australianas, de forma a destruir o que sobra das sociedades aborígenes espezinhadas e criar uma péssima imagem pública destas, de grande utilidade para a sua diabolização nos media nacionais australianos. Dá que pensar!
  • Garantiram-me que respeitam imenso as restantes minorias da Turquia, e que mantém contactos frequentes com algumas dessas comunidades, como é o caso dos arménios da Turquia. Insistiram que anseiam por uma Turquia “internacionalista”, unida num estado mas rico e diversificado em cultura proveniente dos inúmeros grupos étnicos.

 

Marcámos um outro encontro para uns dias mais tarde, com mais tempo e alguém fluente em inglês para traduzir. Infelizmente por várias razões não foi possível realizar essa planeada entrevista gravada. Fica para a próxima visita ao Curdistão Turco.

 

Sim, íamos fazer uma viagem hoje! Começámos à boleia uns metros depois da sede da juventude do PDK, onde de imediato apanhámos boleia de Mahmud, um jovem desportista curdo da selecção nacional de esqui da Turquia. Mahmud levou-nos até à saída da cidade, ofereceu-se para emprestar o seu (maravilhoso) jipe no caso de queremos passear pelos montes e convidou-nos para jantar em sua casa assim que voltássemos da viajem de 2 dias até Van. De onde nos deixou, com uma imensa sorte, apanhámos de imediato outra boleia num bom jipe que a mais de 140 km/h nos levou directamente para Van!!! Pelo caminho vimos montanhas belas de cortar a respiração e inúmeros vilarejos curdos espalhados pelos montes e vales. Passámos a menos de 2 km da fronteira com Irão (viam-se as torres de vigia) e também em algumas cidades curdas, todas com a claustrofóbica presença de bases militares turcas em plena zona urbana central!


Van é uma cidade enorme. A nossa boleia deixou-nos apenas na entrada. Daí que tenhamos precisado de mais 3 curtas boleias dentro da cidade para chegar à beira do Lago Van, o maior da Turquia. A última boleia foi a mais interessante, a de um casal curdo lindo e super apaixonado, muito bem vestidos, de bom-humor e donos de um formidável bólide. Com muita gentileza pararam primeiro para nos comprar garrafas de água gelada. Só depois seguiram para nos deixar mesmo em frente ao lago! Que gente boa!

 

A vontade de saltar para dentro de água era imensa, mas uma vez mais fomos “obrigados” a tomar uns chás oferecidos por uns simpáticos pescadores que descansavam à sombra de um chapéu de sol. Bebemos os chás à pressa, impacientes, e 15 minutos depois conseguimos nos “libertar”! Fugimos um pouco do porto, na esperança de encontrar sossego e privacidade naquela praia imunda. Quando fomos tomar banho estávamos sozinhos naquela zona da praia. Quando saímos de água, além de desiludidos pela nível de poluição da água (horrível), tivemos de aturar um bando de 15 putos e adolescentes bárbaros que começaram a mexer nas malas, a tirar comida sem pedir e parando a 15 cm de nós como se fossemos invisíveis. A situação ficou muito tensa, ainda levei um pontapé de um dos putos, e só resolvemos o assunto à pedrada (não para assustar mas a sério, para doer mesmo), gritando-lhes de forma agressiva e por fim caminhando na direcção dos pescadores sempre com um grande calhau na mão. De volta à companhia segura dos pescadores, fomos perguntar ao mais velho deles se sempre cumpriria a promessa de nos levar no seu carro até ao Castelo de Van. Assim fez, feliz da vida, levou-nos até à entrada e voltou para trás a sorrir! Mas antes, ainda foi ralhar com os tresloucados miúdos que nos tinham atacado sem motivo lógico.


Depois do Lago Van e do Castelo de Van, estava na hora de ver a cidade de Van. Fomos à boleia (nada de novo!) e saímos mesmo no centro, perto de uns jardins bonitos. Para eles nos encaminhávamos quando um sorridente senhor meteu conversa connosco. Vendia Çiğ Köfte na rua e ofereceu-nos alguns em troca de o fotografar! Imagine-se! E não foi tudo, feliz por falar com um português e uma francesa num turco primitivo, convidou-nos para subir à esplanada do restaurante no 2º andar onde perguntou o que queríamos tomar. Pedimos 2 cafés, acabámos por receber 2 cafés, 2 chás, 2 garrafas de água e uma refeição de Çiğ Köfte, tudo oferta da casa. Vale a pena viajar na Turquia!


Ao fim da tarde recomeçámos a boleia na direcção de Doğubeyazıt. Queríamos ir apenas até a Muradye, onde existem umas cascatas famosas na região, mas não conseguimos lá chegar. A primeira boleia avançou-nos uns quilómetros até à saída da cidade de Van, numa zona industrial. Aí nem tivemos tempo de respirar, saímos de um carro e entrámos logo noutro, num carro que parou sem nós sequer pedirmos. Mais, até estávamos de costas a despedirmo-nos da primeira boleia! Dentro seguia Roger Can, um curdo que trabalha como segurança na sede da divisão regional da TRT (Rádio Televisão Turca) de Van. De lembrar que a TRT é a grande fonte de propaganda política na Turquia, grande formador de opiniões, manifestamente anti-curdos! Para tornar o quadro ainda mais louco, Roger Can confessou-nos que nas férias costuma ir para o norte da Síria, onde combate pelas populações curdas atacadas pelos “rebeldes sírios”, os tais que não são nem rebeldes nem sírios e que são patrocinados pelo ocidente (Turquia inclusive) para provocar o caos e o horror na Síria!

 

jantar com os seguranças da TRT Van

 

Roger Can levou-nos até ao seu local de trabalho, o posto de controlo da sede da TRT, onde nos apresentou o seu colega de turno também curdo. Estamos no período do Ramadão, portanto tivemos de esperar ouvir “Alá qualquer coisa” do minarete mais perto para ter ordem para comer, mas valeu a pena! Ah que montanha de salada, pizza turca e pide, parece que queriam nos rebentar com tanta comida! Depois do jantar, tivemos direito a banho de água quente e sim, um quarto onde dormir! Mais uma noite sem precisar da tenda que andava sempre às costas!

 

01.07.2014

De manhã tomámos o pequeno-almoço com Roger Can, que nos deu ainda de presente um saco cheio de pimentos, pepinos e queijo branco. Minutos depois fomos os 3 à boleia num mini-autocarro até à estrada principal. Roger foi para a cidade de Van, nós recomeçámos a boleia em direcção a Muradye. Depois de uma noite hospedados por membros do PKK, apanhámos uma boleia de um policia turco e sua esposa, para variar. A terceira boleia foi de um camião de cimento, cujo condutor teve a gentileza de sair da estrada principal e deixar-nos mesmo em frente às cascatas de Muradye. À entrada o logro do costume, 2 adolescentes com uma espécie de bilhetes, cobrando 3 liras (1€) por pessoa para passar a ponte e chegar às cascatas! Não faltava mais nada! Dissemos que não tínhamos dinheiro e seguimos. Os 2 trafulhas insistiram e foram atrás de nós. Como avistei do outro lado da ponte um café-restaurante, disse que não pagava porque não ia às cascatas mas sim ao café. Um dos putos, fino, responde-me: “Então não tens dinheiro e vais ao café?”. Pois, teve bem. Disse que sim, que ia ao café sem dinheiro, virámos as costas aos putos e atravessámos a ponte. Tiveram de desistir, menos 2 euros gamados!

 

Cascatas de Muradye

 

Do outro lado da ponte… mais uma desilusão. Tal como o Lago Van, as cascatas estavam sujas e a água poluída, cheirando mal quando nos aproximamos dela. Ahh, e nós a morrer com o calor sufocante do meio-dia, sonhando com um banho/jacuzzi refrescante debaixo das quedas de águas. Não pôde ser. Ficámos no cimo da falésia, num banco do restaurante por debaixo de uma árvores, à sombra, a descansar e pensar na vida… E não tínhamos de facto muito dinheiro, quase 1 euro que não deu nem para comprar um café (chulos!), teve de ser 2 chás, para podermos ficar ali sentados. E a casa de banho ao lado também se pagava, tive de andar a fugir do puto que cobrava as descargas orgânicas, eheh!


Nós não pagámos a entrada, pois claro, não fazia sentido nenhum nem era uma entrada para lado nenhum, apenas uma ponte para passar para o outro lado do rio, e ainda bem. Imagine-se, pagar para ficar a ver ao longe um cascata a cheirar a podre. Mas há quem pague! 20 minutos depois apareceu uma camioneta turística da qual desceram 23 turistas. Jackpot para os putos e família, 23 euros num minuto, sem produzir riqueza, espetando o golpe à turistada. Foram todas beber café (a 1 euro, no meio do nada!), mais 23 euros! Depois foram à casa de banho,1 lira turca por pessoa! Ah, como se vive bem por aqui à beira de uma queda de água imunda e de uma outra queda de guito!

 

Depois de quase adormecermos e de almoçarmos o pão, queijo e legumes herdados de manhã, voltámos muito vagarosamente à estrada para pedir boleia. Ou melhor, ainda antes de chegar à estrada mas já com o braço esticado, vimos espantados um carro a alta velocidade parar 200 metros à frente para nos recolher. Com a sonolência do almoço e do calor, no tempo que levámos a chegar ao carro parado, uma outra carrinha parou para nos dar boleia (embora não tivessemos pedido). Não aceitámos, preferimos andar mais uns metros, certos de poder avançar bem mas rápido com o carro. E sim, andámos a 150 km/h, mas não fomos longe, até à cidade Çaldiran umas dezenas de quilómetros à frente. Em Çaldiran apanhámos por fim boleia para Doğubeyazıt, de um amigo do nosso amigo Mehmet que nos deixou à porta da sua agência (nossa casa temporária).


À noite fomos jantar a casa da família de Mahmut, o jovem que no dia anterior nos havia dado boleia e nos dissera para lhe telefonar quando voltássemos a Doğubeyazıt. Muito chás, bombons iranianos e jantar (só depois de alá deixar!). A família de Mahmut é das mais conservadoras que encontrámos na viagem: o pai é perito no Alcorão e ensina religião, enquanto que uma das irmãs acabou agora o curso universitário para ensinar religião também. A irmã não me deu a mão para nos cumprimentarmos, por estarmos no período do Ramadão, e o mesmo fez o pai de Mahmut a Claire! E mais, Claire, de camisa e calças justas, foi “obrigada” a aceitar (e vestir) uma saia que tapava inclusive os pés! Que paranóia! Senão, muita gentil e hospitaleira toda a família de Mahmut.


Por volta das 22h fomos da casa tradicional de seu pai com animais e árvores de fruta, para o seu apartamento ultra-moderno no 5º andar de um prédio no centro de Doğubeyazıt. Ficámos a conhecer a sua mulher, muito querida e sorridente, e o seu bebé de 2 meses. Ah, como fomos mimados por esta jovem senhora com um bola/gelado que preparou na hora, com café, com chocolate, com frutos-secos, com chá… e no final, antes de partirmos, ainda nos preparou uma caixinha com bombons tradicionais e 2 lembranças com o nome da sua bebé! Muito boa gente, sim, sem dúvida!

 

Álbuns de fotografia

Luís Garcia, 24.04.2017, Ribamar, Portugal

 

Se quiser ler mais estórias desta viajem clique em:

 

 

 
Vá lá, siga-nos no Facebook! :)
visite-nos em: PensamentosNómadas

Vivendo em Doğubeyazıt - IV, por Luís Garcia

 

 

DOS BALCÃS AO CÁUCASO – EPISÓDIO 22  

Vivendo em Doğubeyazıt - IV

 

bw  Luís Garcia VIAGENS  

 

Estou bem, aonde não estou, porque eu só quero ir, aonde eu não vou, porque eu só estou bem, aonde não estou, porque eu só quero ir, aonde eu não vou, porque eu só estou bem... aonde não estou. (Estou Além, António Variações)

 

29.06.2014

A manhã começou como uma divertida conversa (para mim) com o tal turco que tem medo dos curdos e que no entanto vem passear de bicicleta para aqui, onde foi hospedado à grande por curdos vítimas do terrorismo de estado turco. Bom moço, sem dúvida, mas vítima da enorme lavagem cerebral nacionalista. Perante todo o que lhe disse, mais ou menos ou que escrevi no artigo anterior, só me sabe responder incoerentemente que se posiciona politicamente contra os curdos pois estes chegaram as estas terras à força, trazendo violência e terror. Que piada. Respondi-lhe perguntando que país, que povo, que nação não fez o mesmo? Como foi criado o Brasil pelos portugueses senão pela escravização, tortura e morte? E os EUA? E todos os outros países? Ahhh, e a Turquia? Se os curdos chegaram a estas terras com violência, terá sido há milhares de anos. Os turcos apenas à 500 anos com igual terror e violência! Brincamos? Coitado, fez-me pena ver esta muito boa pessoa sem resposta, clara vítima de ridículos clichés nacionalistas anti-curdos repetidos sem cessar aos seus ouvidos.

 

hjkhjkhk.jpg

 

 

Claire e eu decidimos ir passear de novo até ao Palácio de Ishak Pasha, não sem antes ir devolver a chave de fendas emprestada. A ideia era ir a pé, mas as boleias aparecem do nada, mesmo sem que as procuremos, de modos que a maior parte do percurso fizemos num autocarro que nos levou ao cimo do monte de graça. Para baixo igual, um carro de 2 técnicos da rádio e televisão turca que vinham de reparar a antena de retransmissão por detrás de Ishak Pasha levaram-nos para baixo. Não fomos até à cidade. Pedimos para nos deixarem 2 km antes junto a Yunus, a nossa amiga que andava a pastar as suas ovelhas. Conversámos um pouco e aceitámos o convite para jantar em sua casa à noite. Dali fomos até ao Restaurante Lalezar, uns metros mais abaixo, para visitar o dono do grandioso estabelecimento, um nosso conhecido e amigo de Mehmet, que nos ofereceu chás e cafés, e que nos fez saber que era familiar da pastora Yunus!

 

De volta a casa, mais viajantes! Uma alemã muito simpática e poliglota, que ficou na nossa companhia uma noite, e uma iraniana tresloucada que desapareceu meia hora depois de termos chegado!

 

Tal como combinado, por volta das 20h30 saímos de casa para ir ao encontro de Yunus e da sua família. Numa cidade praticamente sem iluminação nocturna e com os subúrbios 100% às escuras, foi um grande filme encontrar a casa. Avançámos à boleia até junto ao bairro que Yunus nos falara, mas uma vez chegados, não sabíamos como dar com a casa. Andámos às voltas, fomos perguntando pela Yunus a quem passava na rua (pelos vistos existem dezenas de Yunus na zona) e, pouco a pouco, fomos ter à casa, sem ter a certeza de estarmos no sítio certo. Faltava bater à porta ou chamar pela pastora, no entanto dois cães enormes e soltos ladrando para nós na escuridão fizeram-nos hesitar. Tão perto e tão longe, acabámos por caminhar passo a passo até à entrada e batemos à porta. Nada. Gritámos pelo nome Yunus. Também nada. Vimo-nos obrigados a espreitar e bater nas janelas com luz! Aleluia, a insistência deu os seus frutos e da casa saiu uma Yunus muito assustada com uma lanterna na mão. Em poucos minutos montou-se uma sala de jantar no jardim, com a ajuda dos 2 irmãos de 11 e 12 anos, enquanto a mãe aqueceu e preparou comida enquanto o diabo esfregou um olho! A comida era maravilhosa, mas ainda mais foi alegria com que a sua mãe nos acolheu em sua casa. Ao invés de Yunus e os 2 irmãos, a sua mãe era uma fala-barato, eufórica pelo enorme prazer de ter estrangeiros a jantar em sua casa. Contou-nos que desde há 17 anos recebe pelo menos uma visita por ano de estrangeiros viajantes como nós! Confessa que adora estes encontros fortuitos e afirma se encontrarem por entre os mais belos momentos da sua vida. Não admira. A querida senhora não parava de falar um segundo enquanto os seus 3 filhos mais pareciam surdos-mudos! Ahah! Era já muito tarde quando fomos embora, para desconsolo da mãe de Yunus que nos abraçou e beijou com ternura, repetindo eufórica uma miríade de diferentes formas de despedida em turco e curdo, implorando pelo meio para que voltássemos a visitá-la um dia! Que experiência intensa, dificilmente olvidável… 

 

Álbuns de fotografia

Luís Garcia, 23.04.2017, Ribamar, Portugal

 

Se quiser ler mais estórias desta viajem clique em:

 

 

 
Vá lá, siga-nos no Facebook! :)
visite-nos em: PensamentosNómadas

Vivendo em Doğubeyazıt - III, por Luís Garcia

 

 

DOS BALCÃS AO CÁUCASO – EPISÓDIO 21 

Vivendo em Doğubeyazıt - III

 

bw  Luís Garcia VIAGENS  POLITICA

 

Estou bem, aonde não estou, porque eu só quero ir, aonde eu não vou, porque eu só estou bem, aonde não estou, porque eu só quero ir, aonde eu não vou, porque eu só estou bem... aonde não estou. (Estou Além, António Variações)

 

28.06.2014

O terceiro dia em Doğubeyazıt foi preenchido com vários encontros com membros do PKK, apoiantes do PKK e vítimas da destruição programa das vilas e cidades curdas por parte das forças militares turcas. O nosso amigo e anfitrião Mehmet, por exemplo, viu a sua casa arrasada por tanques turcos inúmeras vezes, até que abandonou o seu terreno na colina e construiu a sua casa actual no centro de Doğubeyazıt. Um irmão mais velho de Mehmet, Metin Arik foi um de muitos curdos que morreram a combater pelo PKK contras as forças militares turcas, já lá vão 24 anos. O dia foi portanto em grande parte ocupado a falar de política e história com estas gentes curdas que têm os 2 temas sempre debaixo da língua, ao contrário do nosso belo país onde o desinteresse é generalizado e o obediência aos média nacionais é quase total.

 

Uma vez mais, vou meter os EUA ao barulho. A quem anda desatento, convêm informar que os EUA formam desde os anos 50 guerrilhas ultra-secretas (Gladio) no seio das forças armadas dos seus países aliados da NATO. Na maior parte dos casos nem sequer os membros do governo do país em questão estão a par da existência dessas forças especiais de intervenção que foram criadas, em teoria, para despoletar uma contra-revolução em caso de ocupação da Europa e Turquia pela URSS durante o período da guerra fria. Em 1990 a URSS começou a desmoronar-se e a verdade veio ao de cima pela boca de um ex-governante italiano, o qual expôs publicamente a versão italiana desses exércitos ultra-secretos que dava pelo nome de Gladio. Ao contrário das suas premissas, os grupos “Gladio” (como ficaram a ser conhecidos) na Europa desencadearam o terror que prometia evitar, sobretudo na Itália, França, Bélgica e Alemanha. Na Itália, por exemplo, cometeram inúmeros ataques sangrentos, matando e ferido centenas de cidadãos italianos, para depois se culpar as Brigadas Vermelhas de forma a descredibilizar e destruir as forças comunistas do país. No resto da Europa fizeram mais do mesmo, e sempre com muito sucesso, ao ponto de hoje já não haver na Europa senão centro-direitas e centro-esquerdas que são duas faces da mesma moeda: a Ditadura Económica Mundial!

 

Na Turquia dos anos 60 as coisas passaram-se duma forma um pouco diferente. Os 2 grupos “Gladio” turcos trabalharam sobretudo em atentados sangrentos sobre o povo turco, para culpar em seguida a minoria curda, numa das muitas medidas implementadas com o intuíto de fazer desaparecer os curdos da Turquia. Nessa altura (anos 60) não haviam organizações de guerrilha (ou terroristas, depende do ponto de vista)  curdas nem tampouco ambições nacionalistas ou independentistas por parte da população curda. Esse “vírus” foi introduzido pelo Gladio turco através das referidas “operações de bandeira falsa” e sobretudo pelas decisões do governo central que implementou uma política de genocídio cultural: nessa altura a população curda foi proibida de falar curdo, o ensino da língua curda foi banido, tradições, danças, costumes curdos foram reprimidos, e por aí fora. É por estas razões que, na minha modesta opinião, foi a prepotência e chauvinismo dos poderes turcos que despertou a população curda para se ver a si própria como um povo (nação) distinto!  Foi o nacionalismo agressivo turco que despertou os curdos para o conceito de independência. Foi o terrorismo do Gladio e posteriormente das Forças Armadas Turcas que criaram dentro da população curda a necessidade de criar as suas guerrilhas (PKK é o nome mais conhecido), com as quais passaram a responder também com terror. Em resumo, se deixassem curdos falar curdo, aprender curdo, comportarem-se culturalmente enquanto curdos e não os acusassem de ter cometido os primeiros actos terroristas nos anos 60 (obra dos Gladio turcos), turcos e curdos poderiam viver em paz e harmonia na sua diversidade cultural e linguística, com fazem muitos outros países do planeta nos quais coabitam 2 ou mais povos. Ao querer criar uma Turquia apenas para turcos, uma ideia absurda que implicaria cometer genocídios mais cedo ou mais tarde (daí a necessidade de acusar curdos de cometer os primeiros ataques terroristas), sobretudo numa terra em que os turcos foram os últimos a chegar… apenas causou sofrimento, morte e sentimentos de vinganças entre dois povos (turcos e curdos) que, em condições normais, são dos mais simpáticos, hospitaleiros e altruístas que o nosso planeta contém... é a triste realidade!

 

Livro de Daniel Ganser sobre os “Gládio”, em inglês:

http://pensamentosnomadas.blogs.sapo.pt/natos-secret-armies-operation-gladio-37299

 

De volta às estórias de viagem: o dia passou rápido e era já tarde quando fui ao barbeiro com Claire e o nosso amigo Armağan que ofereceu-me um tratamento completo à cara: corte de cabelo, corte da barba, lavagem, massagem, limpeza de orelhas, perfume, um monte de produtos… eu sei lá, passei quase uma hora nas mãos do genial barbeiro! Ao caminhar de regresso a casa fomos obrigados a aceitar um saco de frutas oferecidos por um dos nossos novos amigos cuja frutaria se encontra na mesma rua que a barbearia. Os 4 franceses tinham entretanto partido rumo ao Irão.

 

O barbeiro e eu depois do "tratamento"

 

Saí de casa com Claire para comprar uma mini chave de fendas mas não conseguimos pois o dono da loja emprestou-nos uma! Hehe! Ao voltar a casa havia 2 novo hóspedes, um turco com medo de curdos (Kağan) e um brasileiro super contente por poder falar português pela primeira vez em quase 2 meses (Felipe)!

 

Depois de umas trocas de ideias sobre a Turquia e o Curdistão Turco com Kağan e Felipe, saímos com Armağan em direcção à rua do barbeiro e da frutaria do nosso amigo, onde todos dias faziamos serões de chá e conversa! Aqui ficam alguns pensamentos da pessoa mais inteligente que encontrei na cidade, um jovem homem chamado Zafer:

 

  • ÁGUA PRIVADA: em Doğubeyazıt toda a gente se queixa de ter apenas 5h por dia de água nas torneiras, quando há! No entanto toda a gente a desperdiça a regar o chão imundo até a água acabar, em vez de limpá-lo, e em vez de poupar a água para verdadeiras necessidades. O governo turco, que desperdiça fortunas em megalomanias no ocidente turco, aqui não gasta um tostão. Agora veio a máfia da UE, com uns fundos manhosos, estabelecer água canalizada em parceria com empresas privadas, pois claro. Assim que estiver pronto o novo sistema de água “oferecido” pela UE, a população nunca mais terá 5h/dia de água praticamente gratuita. Passará antes a ter 24h/dia de água canalizada que nunca poderão pagar, dados os preços exorbitantes que enriquecerão a parte privada deste “mecenato” público-privado… Enfim, dinheiro dos contribuintes europeus e contas de água astronómicas em Doğubeyazıt para enriquecer a omnipresente Ditadura Económica Mundial; [Pegue-se no exemplo da Bolívia, cujo governo na altura vendeu A Àgua Toda a uma empresa dos EUA, que cobrava inclusive pela da água chuva recolhida pelas populações empobrecidas. No que é que deu? Revolução popular e eleição do primeiro nativo à presidência do país, Evo Morales. Fico à espera para ver a reacção do povo de Doğubeyazıt.]

 

  • ONG PATERNALISTA: Há uns anos atrás uma ONG italiana queria a todo custo construir um infantário em Doğubeyazıt, sem querer ouvir primeiro os locais e tentar entender as suas necessidades e costumes. Perante o arrogante paternalismo da ONG, o presidente da câmara de Doğubeyazıt criou propositadamente entraves à obra; Um dia Zafer, que trabalhava como tradutor de turco para inglês na câmara local, teve uma conversa com umas das responsáveis italianas do projecto, a qual amargurada lhe perguntou “porque raio os curdos não deixam a nossa ONG os ajudar?”. Zafer respondeu perguntando: “Uma laranjeira é um óptimo complemento para um jardim de uma casa. Posso ir a tua casa na Itália, escavar um buraco no jardim e lá meter uma laranjeira?”. A italiana respondeu: “Sem a minha autorização não, eu tenho de decidir se gosto ou não da ideia.” Voilá o que Zafer queria ouvir da italiana.

 

  • O JAPONÊS INGÉNUO: sim, o título é quase um pleonasmo! Andava um dia Zafer a passear no monte quando deu com um japonês tirando fotos com a sua tele-objectiva. Observou-o longamente, dando tempo necessário para o outro tirar muitas dezenas de fotos. Por fim aproximou-se, apresentou-se e explicou (muito sério) ao japonês que cada foto tirada custava 3 dólares e que deviam ser pagos de imediato. O japonês aborrecido desculpou-se, jurando que não sabia da regra. “Tarde de mais, agora tens de pagar. Quantas fotos tiraste?” perguntou Zafer. “Apenas 3 fotos, juro”. “Ah, 3 fotos, não acredito, foram muito mais”, insistiu o nosso amigo. O japonês voltou a repetir a versão de 3 fotos. “Então tudo bem, deixa-me ver a máquina e se forem 3 fotos pagas-me os 9 dólares devidos”. Encostado à parede, o japonês hesita em mostrar a máquina. Zafer pergunta então: “Não terão sido antes 10 fotos? Pagas os 30 dólares e nem preciso de ver a câmara?” De imediato o japonês passou o dinheiro, contente por não ter de mostrar as dezenas de fotos tiradas. “que fortuna acabei de poupar, que sorte!” terá pensado. Zafer agradeceu, deu de volta os 30 dólares ao japonês, disse-lhe “era uma piada” e foi embora tranquilo, deixando o japonês de boca aberta por um longo período. Lá, está, a famosa ingenuidade japonesa.

 

  • OCIDENTE CIVILIZADO: durante as 2 semanas que passou em França há uns anos vivenciou algumas experiências que o fizeram jurar a si próprio nunca mais lá voltar. E confessa que o enervam todos os turistas que após falarem com ele (Zafer é fluente em inglês), tentam o convencer a fugir deste “fim do mundo” e fugir para a Europa “civilizada”. “Civilizada”? Então que me expliquem o que vi na Europa:

o    Estavam os meus anfitriões em Paris a ouvir música alta à noite e bateu-lhes à porta a Polícia, em seguimento de uma queixa de um vizinho. Por que razão os “civilizados” franceses não chegaram a um acordo “civilizado” entre vizinhos, estipular um meio termo conveniente às duas partes, em vez de criar problemas com Polícia?

o    Por que razão os idosos do “mundo civilizado” morrem em solidão e o resto dos seus “civilizados” amigos, familiares e vizinhos só descobrem a sua morte 2 semanas depois devido ao cheiro a carne em putrefacção?

o    E por aí fora, numa lista que cala qualquer um que venha dizer a este senhor que as gentes da Europa são mais civilizados que as gentes locais.

 

  • CAPITALISMO 1: Convicto no seu anti-capitalismo, enfureceu-se no dia em que quis comprar uma casa a pronto pagamento (avaliada em 85.000 liras) e o dono lhe respondeu que com empréstimo do banco o preço era 85.000, mas que a pronto pagamento era 95.000! Comprometido com o banco local, o agiota queria ver Zafer pagar durante dezenas de anos prestações que elevariam o preço final da casa para o dobro, lucro do banco claro está, mas que em parte viria parar às suas mãos. Zafer mandou-os à merda e pagou as 95.000 liras em cash, para choque da vizinhança que o criticou por mandar fora 10.000 liras! Ah, que moca!

 

  • CAPITALISMO 2: A Zafer enerva-lhe esta paranóia de pedirem fortunas de centenas de milhares de liras pela venda de uma loja no centro da cidade de Doğubeyazıt onde nem a vender fruta durante 10 vidas, o comprador jamais conseguirá saldar a absurda dívida. E os bancos aqui fazem empréstimos do género da noite para o dia!  Por outro lado, com essa fortuna Zafer garante que poderia comprar um terreno vazio e lá construir uma nova vila onde se produziria riqueza suficiente para pagar o tal empréstimo. Um dia lembrou-se de ir roer a cabeça aos bancários locais, apresentando-lhes esse projecto-mentira de uma nova vila com agricultura e indústria, produtora de riqueza que asseguraria ao banco o retorno do dinheiro emprestado. Tudo pelo mesmo preço de uma loja no centro de Doğubeyazıt. Toda a gente se recusou emprestar-lhe dinheiro, como previra. Para concluir Zafer comparou esta estória com a mais real história dos sub-prime nos EUA que conduziu o planeta a uma crise global. “O capitalismo apenas funciona aprisionando e ameaçando as pessoas com uma dívida impagável, de forma a que trabalhem até morrer e que consumem também lá pelo meio, mas sem que nunca vivam as suas vidas! Que apenas sobrevivam ao passar dos dias.” Palavras sábias. Exactamente, concordo e já tenho dito o mesmo…

 

 Zafer, o jovem sábio curdo

 

Ao voltar para casa trouxemos mais um saco de fruta na mão, oferecido pelo vendedor nosso amigo.

 

Álbuns de fotografia

Luís Garcia, 22.04.2017, Ribamar, Portugal

 

Se quiser ler mais estórias desta viajem clique em:

 

 

 
Vá lá, siga-nos no Facebook! :)
visite-nos em: PensamentosNómadas

White Helmets, Humanistes ou Terroristes? - Partie 1, par Luís Garcia

 

 

White Helmets, Humanistes ou Terroristes - Partie 1

 

Luís Garcia POLITICA SOCIEDADE Fake News  en français  

 

 

Les Whites Helmets d’après les Whites Helmets et les médias de masse.

Les White Helmets (Casques blancs) ou Défense Civile Syrienne (comme on les dénomine aussi bien mal, puisque cette dernière existe depuis des décennies mais est controlee par le gouvernement de Damas) sont tous plus innocents que des nouveaux-nés, et font parti d’une ONG aucunement financée par aucun État pour préserver sa neutralité et son impartialité bien-sûr. Les membres sont d’honorables médecins, pâtissiers, tailleurs, professeurs, ingénieurs, charpentiers, étudiants et vendeurs de poudre de perlimpinpin qui laissèrent leur noble professions pour défendre une cause encore plus noble:sauver des vies humaines des griffes du sanguinaire al-Assad.

 

White Helmets Heroes

 

Comme vous pouvez le voir sur cette image, ils sont tous rasés de près et inspirent la décence et la confiance (gardez ce détail à l’esprit). Leur spécialité est de transporter des marteaux-piqueurs sur le dos, avec lesquels ils déterrent les victimes des barils d’explosifs du sanguinaire al-Assad et de courir au ralenti avec des enfants victimes de barils d’explosifs du sanguinaire al-Assad dans les bras, toujours dans un angle relatif à l’appareil-photo qui fournira à la photo un meilleur éclairage que pour un cliché pris dans un studio professionnel, après 2 heures d’édition sur une version actualisée de Photoshop. Bref, des miracles que seul notre Seigneur tout-puissant peut pourvoir aux photographes des Whites Helmets qui documentent la barbarie al-Assadienne. A leurs heures perdues, ils se consacrent aussi, d’après eux, à la mise en scène de sauvetages et maquillage de faux blesses, et un innocent comme moi, à la vue du produit final, ne parvient pas à distinguer le montage du montage! Pardon, le montage de la réalité! Mais nous y reviendrons à la deuxième partie. Regardons maintenant la bande-annonce d’un documentaire de Netflix (sur les White Helmets) qui tirerait même des larmes à un bourreau pro-Assad mort et enterré:

 

 

Et, pour vous montrer que je suis partial, voici 2 diaporamas de 20 photos, oui, 20 photos de héros sauvant des petits enfants au ralenti. Non, ça n’est pas à Hollywood mais bien à Alep, disent-ils, et nos medias de masse le confirment, qu’ont eu lieu les scènes suivantes:

 

Diaporama 1

  

Diaporama 2

 

 

Par exemple, cliquez sur la photo qui suit pour l’afficher en haute-résolution et aidez-moi à élucider si ce que je vois sur la partie blanche du visgae de ce pauvre garçon est de la poussière de débris provoqués par les barils d’explosifs d’al-Assad... ou de la crème Nivéa mal étalée? Parce que je suis confus:

 

PhotoDiary_Syria1.jpg

 

Je ne dis pas (pour l’instant) que les photos ont été mises en scène, mais je ne peux qu’être surpris devant les photos de guerre des White Helmets, de l’Observatoire Syrien des Droits de l’Homme, des Free Syrians Voices, des Mayday Rescue, des Syrian Network for Human Rights, et des photos de guerre du côté pro-gouvernement syrien. Il a une différence qui me perturbe: sur les photos des White Helmets et compagnie, les victimes sont toutes recouvertes de poussière blanche et de sang rouge. Poussière vraiment très blanche et sang vraiment très rouge. Et chacun en très grande quantité. Et c’est tout! Les barils d’explosifs du sanguinaire al-Assad ne vont pas plus loin. Par contre, quand je vois des photos et des vidéos des victimes des roquettes et des armes chimiques des héros rebelles  libérateurs, je vois des enfants sans membres, la peau déchirée laissant voir la chair, les os exposés, des cloques jaunes provoquées par des gas toxiques, etc. Et, à mon grand étonnement, sur ces photos et ces vidéos, la poussière n’est ni si blanche, ni si abondante. Le sang n’est ni si rouge ni si abondant... Mais passons, ça doit être un de mes délires paranoïaques, moi qui, selon certains, suis payé par le Kremlin ou par Damas pour répandre de fausses informations à travers mon blog que (presque) personne ne lit et qui, à travers mon compte Facebook qui atteint à peine les 100 amis, affecte peu ou pas les pages Facebook de médias portugais, puisque chaque fois que l’on y commente quelconque publication sur la Syrie, on finit toujours bloqué.

 

De retour aux White Helmets, personnellement, la caractéristique que je préfère des White Helmets c’est la super-héroïque capacité avengerienne de détecter dans le ciel- juste avec les yeux et à la saveur de l’air- des Sukhoi SU-24 russes que ces hommes courageux poursuivent ensuite, à pied. L’objectif? Déterrer des petits-enfants avec des marteaux-piqueurs, victimes de bombardements complètement aléatoires décidés les jours où Poutine se réveille avec une diarrhée ou un torticolis à lui faire verser une larme. Et quand ce ne sont pas des avions de chasse russes ce sont des avions de chasses syriens, parce qu’al-Assad n’est pas moins sujet aux diarrhées matinales, et trouve vraiment marrant de dépenser les dernières livres syriennes en barils d’explosifs, se foutant totalement du fait que le peuple syrien souffre de la faim depuis plusieurs années grâce à l’embargo économique humanitaire des États-Unis, de l’Union européenne et des autres États vassaux de l’Empire. Enfin, voilà des choses que l’on apprend en regardant la petite Aljazeera (AJ+) financée par les mêmes humanistes qataris qui ne distribuent pas (quelques) millions de dollars en armement à l’opposition syrienne et à l’Etat Islamique. Encore une dose d’impartialité, héhé, voici 3 excellentes vidéos d’AJ+ sur les White Helmets:

 

How These Ordinary Citizens Became Heroes Of Syria

 

Syria's White Helmets 

 

The White Helmets Are Saving Syria From Within

 

Avez vous remarqué la troisième vidéo, sur le sauvetage d’Omar Daqneesh? Aah, comme ils sont braves ces White Helmets, ce sont aussi eux qui ont  réalisé cet épique sauvetage! Mais où avais-je la tête pour avoir pu écrire ce récent article Fake news: le pauvre petit garçon dans le fauteuil orange ! Quel animal sans âme je suis, ahahah!

 

FAKE NEWS - tadinho do puto da cadeira laranja, por Luís Garcia

 

Maintenant plus sérieusement, voici une liste des caractéristiques que les White Helmets (et leurs soutiens) attribuent à cette organisation:

 

  • Ils sont financés par des dons privés;
  • Ils ne reçoivent pas de dons provenant d’Etats pour rester politiquement indépendants. Ils sont une ONG “férocement indépendante”;
  • Ils sont neutres et impartiaux, ayant comme seul objectif de soulager la souffrance humaine;
  • Ils ne font pas de distinction entre les blessés des 2 côtés du conflit;
  • Ils ont sauvé des dizaines de milliers de vies;
  • On les trouve dans tout le pays, dans plus de 100 localisations différentes;
  • Ils sont pacifistes, humanistes, solidaires;
  • Ce sont des volontaires provenant de nombreux domaines professionnels;
  • Ils sont syriens;
  • Ils n’utilisent et ne transportent pas d’armes;
  • Ils fournissent des services civiles à Presque 7 millions de personnes;
  • Etc
  • Ahhh, et ils mériteraient de gagner le prix Nobel de la Paix;

 

Visitez la page oficielle des White Helmets et lisez les merveilles qu’ils disent d’eux-mêmes:

 

Très jolie, sans-doute, cette histoire des White Helmets, mais je propose, avec pour base une grande quantité de faits disponibles (que je partagerai ici), d’être en désaccord à au moins 100% avec cette version angélique sur les White Helmets. Restez donc attentifs à la deuxième partie de cet article!

 

Luís Garcia, 31.12.2016, Chengdu, Chine

(Traduit par Claire Fighiera

 

 

 
Vá lá, siga-nos no Facebook! :)
visite-nos em: PensamentosNómadas

Pág. 1/2